mercado

O fundador e CEO da Exante Data, o dinamarquês Jeans Nordvig, prevê que em breve o volume diário de transações com moedas digitais irá ultrapassar o volume diário de transações da Apple.

Atualmente, o volume de transações com criptomoedas ultrapassa o valor de US$3 bilhões diário em média, e provavelmente irá superar o volume diário de transações da Apple que é de US$4 bilhões”, afirmou Nordvig em entrevista concedida ao canal de televisão norte-americano CNBC.

Segundo Nordvig, o volume diário de negócios entre as duas maiores moedas digitais, Bitcoin e Ethereum, e as moedas tradicionais multiplicou oito vezes nos últimos 12 meses.

O Bitcoin, que vinha em constante crescimento, teve queda após a China proibir a operação das exchanges e das ofertas iniciais de criptomoedas (ICOs, na sigla em inglês). Porém, mesmo com a queda, a valorização da moeda digital em 2017 é de 260%, de acordo com o portal de notícias norte-americano CoinDesk.

Os entusiastas das criptomoedas se deram conta de que o Bitcoin é a moeda base para acessar as demais moedas digitais. O site CoinMarketCap listou mais de 350 criptomoedas com um valor de mercado de mais de US$1 milhão cada. De acordo com o site, o valor de todas as moedas somado é de US$121 bilhões.

Conforme análise da empresa de pesquisa Tabb Group, enquanto o volume de transações com moeda digital decolou neste ano, o volume médio de transações diárias nas bolsas de valores norte-americanas caiu em agosto e atingiu o índice mais baixo dos últimos três anos.

A volatilidade das moedas digitais faz com que Nordvig seja cauteloso. “Não acreditamos que seja possível prever com segurança que qualquer moeda digital continuará prosperando e ganhar status como uma alternativa às moedas tradicionais no longo prazo. Mas estamos ansiosos para usar a informação de um mercado de moedas digitais cada vez mais ativo no nosso radar de investimentos, quando apropriado“, disse Nordvig.

loading...
COMPARTILHAR

Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.