Petrobras

Nesta quinta-feira, 10 de agosto, a soma do valor de todos os bitcoins em circulação superou em mais de US$500 milhões a soma de todas as ações de uma das maiores empresas brasileiras, a Petrobras.

Depois de experimentar uma alta expressiva ao longo dos últimos dias, o valor de mercado (marketcap) do bitcoin atingiu US$56,92 bilhões, de acordo com dados do site cryptocompare.com. Por sua vez, de acordo com dados da agência Bloomberg, o valor de mercado da multinacional brasileira que explora petróleo e outros combustíveis estava em US$56,34 bilhões, às 13h10 (horário de Brasília).

Petrobras (PBR) – Bloomberg (US$56,341)
Bitcoin (BTC) – Cryptocompare (US$56,92 bi)

Enquanto isso, o valor de mercado de todas as criptomoedas existentes atingiu US$124,16 bilhões e está bem próximo de alcançar o valor de mercado do McDonald’s, que é de US$126,6 bilhões.

Apesar de não ter qualquer tipo de relação direta, o valor de mercado do bitcoin em comparação ao da Petrobras pode dar uma noção mais clara da evolução e desenvolvimento da tecnologia do bitcoin para muitos brasileiros que ainda não consideram o bitcoin como uma alternativa de diversificação dentro de um portfólio de investimentos.

Desde o dia 1º de agosto, o bitcoin valorizou mais 25% no mercado internacional. Naquela data, um bitcoin valia por volta de US$2731,20 e nesta quinta-feira ele chegou a atingir US$3455,02, segundo o cryptocompare.com.

O principal motivo da forte alta do bitcoin está relacionado à resolução do debate em torno das propostas sobre a forma como a tecnologia da moeda digital mais antiga e popular aumentará o poder de processamento das transações da rede. Com o forte apoio dos mineradores do bitcoin à solução do SegWit (Segregated Witness), que será ativada por volta do dia 21 de agosto, a discussão sobre a escabilidade do bitcoin, que se arrastou durante os últimos dois anos, finalmente chegou a um consenso que proporcionará melhorias no código do bitcoin.

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Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.