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To the Moon: Nasa utilizará blockchain Ethereum para exploração espacial

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A expressão “to the Moon” é típica no universo das criptomoedas e indica uma escalada de preços ou uma previsão de valorização tão alta, que levaria o preço de determinado ativo para patamares tão altos quanto a lua. Entretanto, a Ethereum pode chegar ao espaço antes mesmo de seus preços alcançarem o do Bitcoin, aqui mesmo na terra.

A Nasa, a agência espacial norte-americana, está buscando implementar a tecnologia blockchain da Ethereum em um projeto para automatizar as manobras de espaçonaves, evitando os detritos espaciais. Segundo um anúncio da Universidade de Akron, o projeto de pesquisa, chamado de “Resilient Networking and Computing Paradigm”, será liderado pelo Dr. Jin Wei Kocsis, professor assistente de engenharia elétrica e de computação da Universidade.

Recebendo a doação de US$330 mil por três anos, a Kocsis buscará desenvolver uma arquitetura cognitiva em que as espaçonaves não precisarão mais depender de informações cruciais de cientistas da Terra. Em vez disso, os contratos inteligentes baseados na Ethereum ajudarão as espaçonaves a “pensar por conta própria” para detectar e evitar detritos espaciais flutuantes que poderiam ser significativamente prejudiciais no caso de uma colisão.

Estimativas mostram que existam hoje em dia mais de meio milhão de pedaços de lixo espacial orbitando nosso planeta, contendo partes quebradas de foguetes, satélites desativados e naves disfuncionais, e também pequenos itens perdidos por astronautas em suas missões. O peso de tudo isso é de mais de 7.600 toneladas.

“Neste projeto, a tecnologia blockchain da Ethereum será explorada para desenvolver uma infra-estrutura computacional e de rede descentralizada, segura e cognitiva para a exploração do espaço profundo. Os protocolos de consenso blockchain serão mais explorados para melhorar a resiliência da infraestrutura”, salientou Kocsis.

Kocsis espera que a arquitetura descentralizada ajude a espaçonave a automatizar a coleta de dados juntamente com outras tarefas, liberando cientistas para analisar os dados, em vez de gastar tempo estudando os cálculos de rotas de voo de sondas espaciais para antecipar os riscos ambientais. Não foram divulgadas mais informações sobre o projeto.

Ainda assim, a aplicação da tecnologia descentralizada poderia levar a “redes espaciais de próxima geração”, de acordo com o gerente do programa de comunicações avançadas da NASA Thomas Kacpura, no Glenn Research Center. O projeto de pesquisa pode levar a um “processamento descentralizado entre os nós de rede espacial da NASA de maneira segura”, significando uma rede mais ágil e resiliente, que é escalável e que também pode integrar as redes atuais, acrescentou o funcionário da NASA.

Lixo Espacial

O lixo espacial que orbita a terra tem sido um problema para as navegações estelares, afinal missões espaciais podem colidir com estes detritos, que, em muitos casos, são do tamanho de um caminhão, isso sem contar os riscos que oferecem para a integridade física da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Recentemente a plataforma espacial chinesa, Tiangong-1, “Palácio Celestial”, lançada em 2011 e fora de controle desde 2015, portanto, um lixo espacial, se incinerou na atmosfera sobre as águas do Pacífico Sul.

A SpaceX, também tem um projeto para limpeza do lixo espacial, com o RemoveDebris, que custou 15 milhões de libras para ser desenvolvido, a nave deve ser lançada ainda neste semestre utilizando um foguete Falcon 9.

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