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Site DeadCoins aponta que mais de 800 criptomoedas “morreram”

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Site DeadCoins aponta que mais de 800 criptomoedas

De acordo com o artigo publicado pela agência de notícias internacional News BTC, as ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) foram um assunto muito discutido durante o ano passado, atraindo os olhares e ouvidos de investidores mundiais. No entanto, a DeadCoins, empresa que promove um site com uma lista completa de criptomoedas extintas e esquemas envolvendo ICOs, informou que mais de 800 criptomoedas estão “mortas” atualmente, com muitos desses projetos sendo identificados com práticas comerciais que lembram fraudes.

Tomemos o exemplo do World of Battles, um projeto de ICO que não deve dar em nada. Embora uma ideia nova, o World of Battles rapidamente caiu sob suspeita de membros experientes da comunidade de criptomoedas, que apontaram práticas ilícitas que o projeto utilizou. Mais obviamente, o uso flagrante do logotipo de outro projeto, modificando-o ao mínimo para enganar as pessoas mais ingênuas.

Este projeto é uma das mais de 800 “moedas mortas”, caindo na categoria de golpes envolvendo ICOs. Outras razões para “morte” variam de projetos abandonados, projetos investigados pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês), entre outras.

A CryptoMeth e a EzCoin também enfrentaram seu fim. Isso fez com que algumas pessoas se perguntasse como esses projetos permaneceram à tona. Alguns atribuíram à credulidade de alguns investidores, aos quais se prometeram riquezas e sucesso nos investimentos.

Embora a lista acima já pareça esmagadora, é amplamente especulado que a lista da DeadCoins está longe de estar completa. Alguns chegaram a dizer que mesmo as 1.500 criptomoedas, a maioria composta de ICOs, presentes na ferramenta CoinMarketCap não deveriam estar livres de suspeitas.

Análise de mercado: 80% das ICOs são fraudes

Aaron Brown, autor da agência de notícias Bloomberg, deu sua análise do estado atual das ICOs, escrevendo:

“Evidentemente, houve uma fraude significativa no mercado de ICOs. Vi que 80% das ICOs eram fraudes e 10% não tinham fundamento e fracassaram pouco depois de levantar dinheiro. A maioria das 10% restantes provavelmente também falhará.”

Argumenta-se que 2017 e 2018 são os “anos das ICOs”, uma vez que os investidores de varejo continuamente esvaziaram seus bolsos para os projetos mais “quentes”. Apesar da presença de promissores projetos de criptomoedas, muitas ICOs foram expostas como fraudulentas, promovendo metas e retornos irreais.

De acordo com dados do Satis Group, uma empresa de consultoria e análise de ICOs, mais de 80% delas, com valor de mercado acima de US$50 milhões, são fraudes. O número de 80% se alinha com o que o analista da Bloomberg também viu, trazendo ainda mais credibilidade à estatística extremamente alarmante.

Outros 11% dos projetos falharam ou ficaram em silêncio.

Essa é a questão, as ICOs legítimas, aquelas que promovem casos de uso do mundo real são ofuscadas pela multidão ICOs duvidosas que não têm produto real ou casos de uso.

Os golpes de ICOs são uma das principais razões pelas quais os reguladores querem regulamentar o setor, uma vez que os projetos fraudulentos atraíram milhões, se não bilhões de dólares em investimentos. Como o CEO da Blockchain disse em uma aparição na Bloomberg, os reguladores estão focados principalmente na proteção ao consumidor.

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