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Série Mercado P2P Brasileiro – Rafael Felício

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Série Mercado P2P Brasileiro - Rafael Felício

Chegamos ao terceiro episódio da Série Mercado P2P Brasileiro. Nos dois primeiros episódios, destacamos duas mulheres excepcionalmente respeitadas na comunidade, que deram suas opiniões, visões e dados sobre os recentes avanços desse mercado. Os dois primeiros textos da série podem ser vistos aqui e aqui.

No artigo de hoje, conversamos com Rafael Felício, um dos mais antigos e respeitados vendedores brasileiros P2P de criptomoedas. Formado em cinema, começou a se envolver com Bitcoin após uma tentativa de fazer um documentário sobre o tema, mas encontrou-se de fato nas negociações de compra e venda da moeda digital. Confira a entrevista na íntegra abaixo.

Criptomoedas Fácil: Olá, Rafael. Quando você conheceu o Bitcoin e como entrou neste universo?

Rafael Felício: Conheço o Bitcoin há cerca de 6 anos, mas estou envolvido diretamente há cerca de 5 anos. Na época, comecei a estudar mais profundamente para fazer um documentário sobre o Bitcoin, que não cheguei a concluir.

CF: Há quanto tempo você atua como P2P?

RF: Não me lembro exatamente quando comecei, mas creio que a partir de 2013. Desde então trabalho na área, exceto por um período que tive que me ausentar das negociações por problemas de saúde na época.

CF: Como você avalia o mercado de venda P2P neste primeiro semestre de 2018? Como a queda de preço vivenciada no primeiro semestre deste ano impactou suas negociações?

RF: O mercado P2P está em ascensão desde o ano passado, nesse período também entraram novos P2P. Sobre a questão de preços, sou um intermediador e minha comissão é independente do preço, pois cobro uma porcentagem sobre o valor movimentado e não um valor fixado em reais a cada Bitcoin.

CF: Um recente artigo avaliou a performance do mercado P2P através da ferramenta Localbitcoins. A conclusão tirada foi de que o mercado P2P tem aumentado em volume na América Latina, especialmente no Brasil, na Argentina e na Venezuela. Você sente que isso refletiu em suas negociações?

RF: Vejo isso nas negociações diárias que acontece no mercado P2P. O maior volume de negociações está na venda direta, se você pegar os dados das exchanges brasileiras e ver o volume tanto em Bitcoin como em Real, verá que o volume nas exchanges está diminuindo.

CF: Você sabe dizer se em 2018 o seu volume de negociações foi maior para novos clientes ou para clientes já fidelizados?

RF: Hoje tenho uma cartela de clientes já consolidados. Aparecem novos clientes sim, mas nada comparado com o que aconteceu em 2017, que foi um ano atípico.

CF: Qual a maior dificuldade que você considera ao negociar com novos entrantes no mercado?

RF: Hoje meus clientes são pessoas mais experientes no mercado, pois possuo um valor mínimo de volume negociado que atualmente está em três Bitcoins. Mas nem sempre foi assim. Os problemas de alguns novos entrantes no mercado era a falta de conhecimento geral sobre o que estava comprando. Nesses casos, o que eu recomendava – e sempre recomendo – é que a pessoa estude antes de investir, pois muitos ainda têm ilusão de que comprar Bitcoin é ganhar dinheiro fácil.

CF: Você sabe dizer para qual finalidade a maioria dos seus clientes compra criptomoedas? (para investir, fazer pagamentos, etc)

RF: São vários perfis de clientes, usam para pagamentos, proteção de seus bens, investimentos e outros vários usos que o Bitcoin proporciona de forma mais eficaz que os meios tradicionais.

CF: Além do Bitcoin, seus clientes também buscam outras criptomoedas? Quais?

RF: Sim. Embora meu foco principal de negociação seja o Bitcoin, negocio outras criptomoedas quando o volume é atrativo. As mais procuradas são Ether, Litecoin, Dash e Decred.

CF: você também possui um serviço de pagamento de boletos pela internet, o pague.nu. Poderia nos falar um pouco mais sobre ele e como funciona?

RF: adquiri a plataforma no final de 2017. Como eu também faço pagamentos de boletos, foi uma oportunidade de escalar o serviço. Penso também que a tendência é que para ficar escalável, alguns P2Ps vão ter suas próprias plataformas e oferecer vários serviços por ela.

CF: Como você acredita que as OTCs (mesas de negociação) podem influenciar em suas negociações?

RF: OTC e P2P são, em minha concepção, a mesma coisa. O cliente consegue comprar qualquer quantia comigo hoje. Aliás, em vários casos forneço liquidez para algumas exchanges que fazem negociações via OTC.

CF: A maioria dos clientes são pessoas físicas ou jurídicas?

RF: Em minha cartela de clientes a maioria é pessoa jurídica.

CF: Qual o preço de referência que você utiliza para dar a cotação do Bitcoin e de possíveis criptomoedas?

RF: Hoje possuo cotação própria e o preço é obtido entrando em contato comigo.

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