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Série Exchanges Brasileiras – FlowBTC

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Hoje, o Criptomoedas Fácil traz a terceira parte da série Exchanges Brasileiras. O conjunto de textos tem como objetivo fornecer dados sobre a história, as operações e os planos das principais empresas que negociam criptomoedas no Brasil. No episódio de hoje, a FlowBTC será nosso personagem principal.

A corretora de criptomoedas surgiu no final de 2014 e desde aquela época tinha como lema o “suporte excepcional”. “As exchanges brasileiras naquela época tinham taxas muito altas e serviços que deixavam (e em alguns casos ainda deixam) muito a desejar. O nosso lema de suporte excepcional já nasceu como um objetivo nosso e até hoje é um dos pilares da empresa”, afirma Marcelo Miranda, CEO e fundador da empresa.

Perfil FlowBTC

Com a ideia de uma exchange surgindo ainda em 2014, foi a vez de partir para a execução e criação da empresa. O processo ficou a cargo de Marcelo Miranda, fundador e CEO da empresa até hoje, e em janeiro de 2015, a FlowBTC foi lançada no mercado nacional.

Miranda trouxe para o mercado de criptoativos a sua experiência em outros mercados mais tradicionais. Antes de fundar a Flow, ele foi chefe da mesa de trading de renda variável no Deutsche Bank em São Paulo, filial do maior banco de varejo da Europa. Também atuou durante seis anos como trader profissional em Wall Street, EUA. Dentre a sua formação acadêmica estão os cursos Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e MBA pela Universidade de Michigan.

Como a grande maioria das exchanges brasileiras, a FlowBTC começou suas atividades contando basicamente com o trabalho de seus sócios, porém logo expandiu as suas atividades – e também o quadro de colaboradores. “No início, contávamos com apenas dois funcionários. Porém, fomos crescendo e hoje contamos com uma equipe de 15 colaboradores”, afirmou Marcelo ao atestar o crescimento da empresa.

A base de clientes da empresa também experimentou os impactos do crescimento do mercado de criptoativos no Brasil. Entre clientes da plataforma e dos cursos oferecidos, a FlowBTC já conta com mais de 50 mil clientes cadastrados e seus cursos já formaram mais de 2 mil alunos. Além disso, a empresa também conta com clientes corporativos, que desejam estruturar suas ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) e soluções em blockchain. Tais dados acabaram refletindo no faturamento da empresa, que tem expectativa de crescer 25% em 2018.

A diversidade do perfil dos clientes também tem aumentado:

“O interesse por criptomoedas tem crescido em todas as áreas da sociedade e temos cada vez mais um público diverso. Porém, para responder a pergunta, normalmente são pessoas entre 21 e 35 anos, predominantemente do sexo masculino. No entanto, o público feminino está crescendo bastante”, disse Marcelo.

Além do tamanho do quadro de colaboradores, a empresa apresentou crescimento também no número de criptoativos negociados na plataforma da empresa. Além do Bitcoin, a FlowBTC permite negociações com Litecoin e Bitcoin Cash, e o CEO nos confirmou que novas moedas digitais estão sendo cogitadas para entrarem na plataforma da empresa.

“Estamos fazendo implementações de ponta em nossa plataforma e logo a FlowBTC contará com Ether, em uma estrutura avançada para trading, e ao longo do ano mais criptomoedas serão adicionadas.”

A abrangência da atuação da empresa vai além da negociação de criptoativos, passando pelo suporte aos clientes institucionais e aos já mencionados cursos ministrados pelo próprio miranda – especialmente os voltados para a área de trading.

“Temos expertise para auxiliar e apresentar soluções que utilizem desta tecnologia”, disse Marcelo.

“Atendemos casos que vão desde criar uma plataforma em blockchain privada para empresas como também auxiliar em todo o processo de uma ICO (do whitepaper até a distribuição dos tokens), que foi o caso da Dynasty, projeto brasileiro que está hospedado no CryptoValley, na Suíça. Além disso, a empresa é pioneira no oferecimento de cursos especializados em tudo que envolve a indústria (trading, análise técnica, blockchain, programação de contratos inteligentes, estruturação de ICOs)”, completa.

Desafios

Marcelo também comentou sobre a sua visão para os desafios que o mercado de criptomoedas pode enfrentar. Ele mencionou os desafios de suporte e manutenção de uma plataforma segura e ativa.

“Por se tratar de tecnologia, é imprescindível estar sempre o mais atualizado e eficiente possível. Ativos digitais despertam grande interesse em hackers e algumas exchanges têm sofrido ataques graves e até ficado fora do ar. Na FlowBTC nunca ficamos fora do ar, nem tivemos recursos roubados por hackers”, comentou.

Outro desafio apontado pelo CEO está relacionado a adequação das exchanges às possíveis práticas regulatórias, para as quais ele ressaltou que a FlowBTC encontra-se pronta. “O principal desafio é estar em compliance com as regras Anti-Lavagem de Dinheiro e de KYC (know your costumer), antecipando uma possível regulamentação. Graças ao background de mercado financeiro dos fundadores, nossa empresa já trabalha nos moldes de exigência dos reguladores no Brasil”, finalizou.

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