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Se o Bitcoin é veneno de rato, os bancos são os ratos que temos que exterminar, diz CEO da Pantera Capital

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Se o Bitcoin é veneno de rato, os bancos são os ratos que temos que exterminar, diz CEO da Pantera Capital

As oscilações e a recente baixa no preço do Bitcoin não desanimou Dan Morehead, CEO da Pantera Capital, que afirmou, segundo a agência de notícias CCN, que o Bitcoin é a invenção mais disruptiva da atual geração e não um “matador” do sistema financeiro atual, mas um “serial killer” que irá impactar não apenas o setor financeiro mais uma miríade de áreas. Ainda segundo Morehead, as criptomoedas como um todo são uma forma superior de dinheiro e, no caso da blockchain, é o próximo passo da revolução tecnológica.

Dan Morehead é um defensor do Bitcoin de longa data, que chegou a prever, inclusive, que o mercado de criptomoedas, hoje avaliado em torno de US$206 milhões, pode chegar à impressionante marca de US$40 trilhões nos próximos anos. Além disso, o CEO destacou que a recente baixa é um dos melhores momentos atuais para compra.

“Esse é realmente um bom momento para aumentar sua posição”, disse Morehead, observando que os investidores dos fundos da Pantera geralmente não seguem essa regra – a maioria das assinaturas é comprada quando os preços dos fundos estão altos (desde dezembro de 2017, o desempenho do Digital Asset Fund da Pantera viu sua rentabilidade cair abaixo da marca de 23%).

“É altamente provável que este seja o ponto mais baixo para a indústria”, disse ele, acrescentando que o preço do Bitcoin tem crescido a uma taxa estável desde o início.

“Minha visão é que vai voltar à sua tendência de alta”, disse ele.

Morehead ainda alfinetou Warren Buffet, filantropo e um dos grandes investidores norte-americanos, que no início deste ano disse que o Bitcoin era tão ruim que era pior que “veneno de rato ao quadrado”. A ele, Morehead endereçou a seguinte frase:

“Bitcoin é veneno de rato e os bancos e empresas de cartão de crédito são os ratos”, disse.

Sobre a tecnologia blockchain, ele reforçou sua visão otimista quanto às possibilidades disruptivas que ela proporciona, que para ele são a “peça final” da estrutura de protocolo que a internet é.

“Acho que estamos caminhando para uma era pós-capitalista”, disse ele. No capitalismo, um indivíduo rico investe para gerar ganhos, “agora vamos ter tecnologias de ‘propriedade cooperativa’ que são muito valiosas”, disse ele.