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Proteja seus dados pessoais com a Internet Of People

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Proteja seus dados pessoais com a Internet Of People

O noticiário está repleto de histórias sobre o uso não autorizado de dados pessoais. Estamos finalmente acordando para os problemas do armazenamento centralizado de dados e para a maneira como redes sociais como o Facebook coletam e vendem nossos dados sem autorização. Enquanto os governos se debulham na tentativa de corrigir o problema, muitas pessoas estão confusas sobre o que fazer e consideram, até mesmo, sair das redes sociais de vez.

O medo e a confusão são compreensíveis, mas na Internet das Pessoas (IoP), acreditamos que o usuário pode ter o melhor de dois mundos: os incríveis benefícios da rede social e total controle dos dados e da privacidade. Basta inverter o modelo de negócios: em vez de as empresas tentarem extrair dados de usuários de todas as maneiras possíveis, os usuários e as empresas trabalharão em conjunto de forma a beneficiar a todos.

Permita-me explicar como funciona o sistema da IoP. Primeiro, algumas referências:

O assunto mais falado recentemente envolveu o Facebook e a empresa de consultoria Cambridge Analytica, que usaram um aplicativo para transmitir dados de 50 milhões de usuários do Facebook para terceiros, dentre eles, a campanha presidencial de Donald Trump. O escândalo sacudiu as bases do Facebook e resultou na retirada em massa de anunciantes e investidores da plataforma. Segundo especialistas, o escândalo desvalorizou o Facebook em US$ 45 bilhões e há muito mais a perder à medida que anunciantes, investidores e especialmente usuários reavaliam seu relacionamento com a plataforma.

Mas essa não é a primeira vez que o Facebook se destaca por fazer mau uso de dados do usuário. A agência espanhola de proteção de dados também multou o Facebook em € 600.000 por transmitir dados de usuários do WhatsApp para o Facebook sem sua autorização e usá-los sem autorização para outros propósitos.

Quando o WhatsApp foi adquirido pelo Facebook em 2014, os usuários não tinham outra opção, além de aceitar os novos termos de uso, se quisessem manter o serviço que vinham usando há anos.

E o Facebook não é o único em evidência. Em 2016, o Uber sofreu uma violação de dados e perdeu os dados pessoais de 57 milhões de usuários e motoristas. No entanto, o Uber manteve essa violação de dados em segredo até 2017. Foi divulgado que a empresa também pagou US$ 100.000 para os invasores apagarem suas cópias dos dados.

Violações de dados semelhantes já acometeram Airbnb, Visa, Amazon, eBay, Target, Experian e muitas outras empresas e instituições. Se você usa a Internet regularmente, é extremamente provável que alguns de seus dados tenham sido expostos em uma dessas violações.

Na nova economia digital, os dados pessoais são o novo ouro, um produto muito cobiçado.

Isso não é novidade: Artigos e editoriais vêm, há quase uma década, discutindo a relação infame entre empresas e dados e encorajando os usuários a analisarem tudo de que estão abrindo mão quando selecionam aquela caixinha do lado dos termos e condições. Porém, espera-se que o grande aumento do volume de artigos estimule as pessoas a levarem isso mais a sério. A principal preocupação agora deve ser como seguir adiante de forma produtiva. Como sempre, a resposta é “Através da cooperação atenta”.

Uma Internet das Pessoas

A história da privacidade dos dados online é quase sempre descrita como uma luta entre duas forças opostas em que as empresas de tecnologia estão de um lado e os usuários do outro. Entre os dois, está o governo e as agências reguladoras, responsáveis por garantir que nossos dados não sejam usados de maneira imprópria e por punir as empresas que o fazem. Quando as empresas falham, são multadas pelas autoridades, mas o que acontece com os usuários e seus dados? O dano foi feito e não há nada que os usuários possam fazer para recuperar seus dados ou até mesmo descobrir se foram afetados. As empresas envolvidas ficaram significativamente mais ricas com o mau uso de nossos dados, por isso, elas apenas pagam as multas e voltam ao trabalho normalmente.

Mas as coisas não precisam ser assim. Empresas de tecnologia e usuários não precisam viver em conflito, presos em uma batalha de soma zero, em que ajudar um grupo desfavorece o outro. Podemos trabalhar em conjunto para proteger a privacidade do usuário enquanto de fato oferecemos melhores serviços. A Internet das Pessoas disponibiliza a solução através de apps descentralizados que dependem dos servidores exclusivos de perfis e dos gráfos sociais livres da IoP.

Como funciona?

Começamos com uma noção básica: Você precisa ser o dono de seus dados e ter total controle do que acontece com eles. Se você quiser compartilhá-los, ótimo! Se quiser mantê-los privados, tudo bem também! Se quiser compartilhar alguns dados com seus amigos e outros com seus colegas de trabalho e empresa, maravilha! Se você quiser ter dois ou mais perfis completamente diferentes de redes sociais, que não se intercalam de maneira alguma, tem o nosso apoio. Mas, se quiser viver sua própria vida online, a decisão é sua.

Na Internet das Pessoas, fazemos isso por meio de perfis. Os usuários podem criar quantos perfis desejarem, e cada um deles terá características e níveis de privacidade específicos. Todos estarão vinculados a seu dispositivo, assim serão incrivelmente fáceis de gerenciar, mas não poderão ser vistos (bem como seus vínculos) por outras pessoas, a menos que você concorde ativamente em compartilhá-los.

E o mais importante: você pode mudar de ideia. Cada compartilhamento de informação poderá ser revogado, e outros usuários não poderão mais ver os dados. Esse modelo é muito melhor que o atual, em que quando você não quer mais que as empresas acessem seus dados, precisa confiar nelas para excluí-los.

A única maneira de fazer isso é usando um modelo realmente descentralizado: os dados permanecem em seu dispositivo para que você sempre tenha total controle sobre eles. A comunicação e o compartilhamento de dados deve ser sempre entre você e a pessoa ou a empresa com a qual deseja compartilhar, assim, não há a possibilidade de intermediários sugarem seus dados. Esse tipo de comunicação e compartilhamento de dados entre pares é difícil de disponibilizar quando queremos manter todos os apps e recursos que adoramos e especialmente quando os dispositivos móveis têm baterias limitadas. Mas a IoP solucionou esse problema ao apresentar duas inovações: o servidor de perfis e o gráfo social.

O servidor de perfis

Uma enorme vantagem das redes sociais centralizadas é que os dados de todas as pessoas estão no mesmo lugar, o que facilita a busca por pessoas. Em uma rede descentralizada, é muito mais difícil fazer conexões: você precisa fazer buscas por toda a rede até encontrar alguém que parece ser a pessoa que você procura. E mesmo que você consiga fazer uma conexão, a rota entre você e a outra pessoa pode ser muito complicada e ineficiente, com várias etapas. Manter essa conexão é difícil e consome muitos recursos.

Os servidores de perfis permitem que os usuários prestem esses serviços de descoberta e conexão para aplicações P2P. Os usuários instalam servidores de perfis em seus computadores para ajudar os usuários a encontrarem outras pessoas e, então, fazer uma conexão peer-to-peer direta. É essencial que dados privados não acabem ficando nesses servidores, assim, é possível ajudar os usuários a se conectarem. Usuários que ajudam a prestar esse tipo de serviço serão recompensados com nosso token, IOP.

Servidores de perfis oferecem três serviços para conectar pessoas:

Hospedagem de perfil: Dispositivos móveis estão raramente online o tempo todo. Servidores de perfis hospedam perfis de usuários finais e os mantêm online, independentemente do estado dos dispositivos móveis em que os apps estão sendo executados.

Consulta de perfil: Servidores de perfis permitem que qualquer entidade solicite listas de perfis e informações de perfis em geral. A pesquisa de perfil é o jeito normal de os usuários finais encontrarem os outros na Internet das Pessoas, especialmente quando eles estão se conectando pela primeira vez. Uma vez conectadas, as duas partes armazenam a localização do servidor de perfil da outra parte. Lembre-se de que as informações armazenadas no servidor de perfil foram aprovadas pelo usuário.

Cartões de relacionamento: Quando dois perfis se conectam, é provável que queiram iniciar um relacionamento. Eles podem ser amigos, empregado e empregador, empresa e cliente etc. O relacionamento entre os dois perfis é armazenado em uma estrutura de dados e é assinado pelas chaves públicas dos usuários, validando o relacionamento. Esse cartão de relacionamento pode ser usado para demonstrar um relacionamento entre perfis, o que ajuda a estabelecer reputações e a identificar quando usuários estão online. Os cartões de relacionamento de cada usuário ajudam a identificar as atividades e interações entre cada um dos perfis de usuário.

A combinação dos perfis e os relacionamentos entre eles cria o que chamamos de gráfo social: uma enorme teia de interconexões que, fundamentalmente, é formada pelo uso dos dados que os usuários de fato querem compartilhar.

O recurso mais interessante dos servidores de perfis é o fato de funcionarem de forma livre, para que os gráfo sociais possam ser vistos por qualquer aplicação peer-to-peer que deseja acessá-los. Os servidores de perfis são uma infraestrutura pública que encaminhará solicitações e responderá perguntas, mas que nunca armazenará dados pessoais de usuários. Esses dados estarão sempre nos lugares a que pertencem, com segurança: nos dispositivos dos próprios usuários.

Na Internet das Pessoas, as pessoas e a privacidade delas vêm em primeiro lugar. Ao fazer isso, esperamos servir de ajuda quando dados pessoais são roubados, comercializados ou utilizados sem autorização.

Juan Manuel Cancino Pérez é palestrante na Bitconf esse ano!

VI bitconf

Para mais informações, acesse:

Site: https://iop.global/
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Referências:

Data as Labor and Internet of People.- Cancino, J. (2018). https://iop.global/data-labor-internet-people/
IoP Bluepaper.- Maiwald, M. And Blattel, B. (2017). https://iop.global/wp-content/uploads/2017/11/IoP-Bluepaper.pdf

Aviso:  Este artigo é apenas para fins informativos, a informação não constitui aconselhamento de investimento ou uma oferta para investir. Criptomoedas Fácil não é responsável por qualquer conteúdo, produtos ou serviços mencionados neste artigo.
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