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Polymath compra domínio tokens.com e aposta em valor mobiliário tokenizado

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NOVA YORK – Depois da febre das ofertas iniciais de criptomoedas (ICO, na sigla em inglês), o ecossistema de criptoativos se prepara para a era dos valores mobiliários tokenizados (security tokens, em inglês).

A Polymath, plataforma para lançamento de tokens dessa categoria, anunciou durante a conferência Consensus 2018, realizada em Nova York, que adquiriu o domínio tokens.com, que no futuro será o endereço que listará os ativos negociados no sistema da empresa.

Os valores mobiliários tokenizados são bastante diferentes das ICOs porque exigem aprovação junto ao órgão regulador deste mercado. No caso dos Estados Unidos, é a Securities and Exchange Commission (SEC) quem concede essa aprovação. No Brasil, qualquer tentativa de lançamento de um ativo digital tokenizado que represente um valor mobiliário precisaria de aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O CEO da Polymath, Trevor Koverko, acredita que o mercado de tokens ultrapassará a casa dos trilhões de dólares.

“Os security tokens vão dominar o universo do blockchain. Hoje, temos cerca de US$100 milhões investidos. A minha previsão é que em 2020 teremos US$5 trilhões nesse segmento”, afirmou.

O principal gargalo para o lançamento desse tipo de tokens, segundo Koverko, está relacionado às questões de compliance. “É muito difícil criá-los de acordo com a legislação e depois de criados é difícil mantê-los dentro da regulação. O ecossistema de criptotivos é muito aberto e sem fronteiras”.

Koverko também anunciou que está em negociações avançadas para adquirir participação na bolsa de valores de Barbados. Além disso, a Polymath negocia parceria com a tZero, bolsa que negociará apenas tokens securities regulados. No momento, a rede da Polymath encontra-se em testnet e o token da empresa vem sendo negociado desde fevereiro, depois de ter realizado uma ICO que levantou US$59 milhões junto a investidores acreditados.

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Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.