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Pesquisadora diz que o setor bancário utiliza muito mais energia elétrica que o Bitcoin

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Pesquisadora diz que o setor bancário utiliza muito mais energia elétrica que o Bitcoin

Em quase uma década de existência do Bitcoin, a rede tem sido repetidamente criticada pela grande quantidade de eletricidade necessária para protegê-la. No entanto, uma pesquisadora acredita que a atual discussão sobre o uso de energia é em grande parte redundante, uma vez que não leva em conta como a própria eletricidade é obtida ou como a tecnologia evolui para se tornar mais eficiente ao longo do tempo.

Segundo o artigo publicado pela agência de notícias News BTC, estima-se que as dezenas de milhares de unidades de hardware especializadas que trabalham constantemente para desbloquear novas unidades da moeda digital consomem mais energia do que uma pequena nação como a Irlanda todos os anos.

Estatísticas como essas têm sido usadas há anos para desacreditar a rede. Alguns até afirmaram que o experimento em dinheiro descentralizado é um “desastre ambiental” pendente. No entanto, uma pesquisadora da Universidade de Pittsburgh argumenta que esse alto consumo de energia não é motivo de preocupação.

Katrina Kelly-Pitou delineou sua posição em um artigo postado no site The Conversation. A pesquisadora está bem qualificada para falar sobre tais assuntos, afinal sua área de especialização é engenharia elétrica e de computação. Ela afirma que a “conversa em torno do Bitcoin e da energia foi simplificada demais”.

Em primeiro lugar, ela argumenta que a nova tecnologia muitas vezes começa como sendo extremamente ineficiente. Ela cita data centers, computadores e automóveis como exemplos aqui, antes de concluir que, à medida que a tecnologia avança, soluções mais eficientes são encontradas.

Kelly-Pitou, em seguida, aborda a importância dos sistemas de energia renovável em termos de mineração de Bitcoin. Ela destaca que nenhuma das pesquisas sobre as demandas de eletricidade da mineração levou em consideração se a energia vem de fontes verdes renováveis ou se é de combustíveis fósseis.

De acordo com a pesquisadora, a mineração de Bitcoin está atualmente em processo de mudança de áreas onde a energia não renovável é favorecida – como a China – para locais com recursos muito mais limpos – como a Islândia e o noroeste do Pacífico.

Durante o artigo, também é destacado que o setor bancário usa muito mais eletricidade por ano do que a rede do Bitcoin. Uma vez que esta é a indústria que o Bitcoin tem mais chance de romper, esta observação é interessante.

É claro que o Bitcoin não atende o maior número de pessoas do setor bancário, mas o atual poder de hashing da rede permitiria que ele permanecesse tão seguro quanto o número de usuários aumentasse de maneira drástica para igualar ou exceder aqueles que usam a infraestrutura bancária legada.

Com base nesses números, um sistema financeiro futuro baseado no Bitcoin poderia realmente ser mais eficiente no uso de energia do que o setor bancário atualmente. Concedido, com a infra-estrutura atual e limitações da tecnologia, isso está muito longe. No entanto, muitas outras inovações que mudaram o mundo foram igualmente rudimentares em suas formas iniciais. Isso não é motivo para descartar uma tecnologia.

Na conclusão, Kelly-Pilou afirma:

“Então talvez as pessoas devessem parar de criticar o Bitcoin por sua intensidade energética e começar a criticar os estados e nações por ainda fornecerem novas indústrias com fontes de energia ‘sujas’.”

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Publicitária, planejadora estratégica e entusiasta do universo cripto. Confia nas mudanças que a tecnologia irá trazer para a sociedade.