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Patente da Mastercard foca em tornar transações com criptomoedas anônimas

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Patente da Mastercard foca em tornar transações com criptomoedas anônimas

Segundo a publicação da Coindesk, a Gigante de pagamentos Mastercard alega ter desenvolvido uma nova maneira de manter as transações de criptomoedas privadas.

De acordo com um pedido de patente publicado nesta quinta-feira, 06 de novembro, pelo Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, a gigante de pagamentos propôs um sistema de transações sobre uma blockchain que ofuscaria tanto o ponto de origem quanto o valor sendo transacionado.

Conforme explicado, o sistema funcionaria usando um endereço intermediário durante uma transação que interage com a chave pública. Os dados da transação são então armazenados, enquanto uma nova transação e assinatura digital são geradas usando uma chave privada. Os novos dados de transação, que conteriam o endereço de destino e o valor do pagamento, seriam enviados.

O método “resultaria em mostrar ao usuário somente transferir e receber fundos de um pequeno número de endereços que também estão envolvidos em um volume significativamente grande de transações com vários outros usuários, tornando os dados inócuos”, afirma o pedido.

Os valores também podem ser ocultados através do uso de várias transferências usando vários endereços.

O pedido de patente continua observando que as plataformas blockchain estão sendo cada vez mais usadas para conduzir transações, com os usuários “migrando para várias moedas digitais”, como o Bitcoin.

Alguns usuários preferem criptomoedas “pelo anonimato que as transações na blockchain podem fornecer”, diz a Mastercard, explicando que “especificamente, é extremamente difícil identificar o usuário por trás de um endereço blockchain, significando que um indivíduo pode transferir ou receber fundos utilizando uma blockchain e manter um alto nível de anonimato”.

No entanto, a maioria das ledgers de blockchain não é realmente anônima. A aplicação observa explicitamente que as transações podem ser rastreadas devido à “natureza da blockchain como um ledger imutável”.

Como resultado, é possível identificar todas as transações associadas à uma carteira blockchain específica usando dados públicos.

Em última análise, os usuários podem ser identificados dessa maneira, diz a patente, explicando:

“Por exemplo, tais dados podem, como é acumulado e analisado, eventualmente revelar o usuário por trás de uma carteira ou pelo menos fornecer informações sobre ele. No entanto, as comunicações existentes e a estrutura de atribuição da tecnologia blockchain como Bitcoin requerem identificação de onde as transações estão emanando e terminando, a fim de manter a ledger.”

“Assim, existe a necessidade de uma solução técnica para aumentar o anonimato de uma carteira e o usuário associado à ela em uma blockchain”, conclui a aplicação

O pedido de patente ecoa comentários feitos por proponentes das criptomoedas com foco em privacidade, como Monero e Zcash, as quais incorporam recursos para ocultar a origem ou o destino das transações, bem como o valor total que está sendo transferido.

Enquanto os usuários podem preferir o anonimato ao realizar transações, a proeminência de criptomoedas como Monero e Zcash aumentou o suficiente para que agências governamentais como o Departamento de Segurança Interna dos EUA procurem maneiras de rastrear fundos enviados através das moedas digitais com foco em privacidade.

A agência publicou um documento de pré-solicitação no início desta semana que incluiu uma proposta para estudar técnicas de análise forense para rastrear transações de criptomoedas focadas em privacidade.