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Parlamento europeu pretende criar “Observatório de ICOs”

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NOVA YORK – A discussão sobre a regulação dos criptoativos está em voga. Enquanto nos Estados Unidos, a abordagem dos órgãos reguladores principalmente em relação às ofertas de tokens ao mercado é aguardada ansiosamente pela indústria, na Europa as conversas parecem estar apenas começando.  

Vocês já imaginaram perguntar aos políticos do Parlamento europeu quais deles possuem uma carteira digital?“, perguntou Eva Kailli, representante do Parlamento europeu e dona da cadeira da comissão de Análise de Opções de Tecnologia e Ciência. “A parte boa dessa resposta é que poucos políticos entendem o que é uma carteira digital. Da parte que entende alguma coisa, eles estão preocupados com o que as criptomoedas são capazes de fazer“, afirmou a política, durante a conferência Ethereal, realizada nesta sexta-feira, 11 de maio, em Nova York.

Kailli acredita que os políticos europeus estão tentando regulamentar a tecnologia sem entendê-la e que é preciso trabalhar para nivelar o conhecimento. “Existe muita resistência regulatória e equívocos conceituais. Precisamos limpar a mensagem que chega aos políticos“, opinou.

Em fevereiro deste ano, a Comissão Europeia, ligada ao Parlamento do bloco econômico, inaugurou um “Observatório de Blockchain“, um fórum de discussão com o objetivo de aprofundar o debate na tecnologia por trás dos criptoativos e como ela poderia ser aplicada em diversas aéreas.

Kailli revelou que os europeus também pretendem criar um “Observatório de ICOs“, em referência às ofertas iniciais de criptomoedas (ICO, na sigla em inglês). “As ICOs podem dar muito liquidez aqueles que historicamente não têm acesso ao mercado de capitais. Diferentemente dos Estados Unidos que acredita que toda ICO é um valor mobiliário (security), nós da União Europeia não pensamos assim“, explicou.

Kailli acredita que os políticos serão peça-chave na criação de mecanismos de regulação para o aperfeiçoamento e melhor andamento do mercado de ativos digitais. Ela não descarta, contudo, que alguns países membros da União Europeia prefiram seguir com frameworks regulatórios próprios, como já vem acontecendo com a ilha de Malta, uma das jurisdições mais buscadas por empreendedores do mundo cripto para criar e registrar as suas empresas.

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Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.