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Os alquimistas estão chegando; Banco JP Morgan quer transformar Ethereum em ouro

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Os alquimistas estão chegando; Banco JP Morgan quer transformar Ethereum em ouro

Recentemente, o JP Morgan, um dos maiores bancos do mundo, anunciou que utilizará sua plataforma em blockchain, o Quorum, construída com base no Ethereum, para “tokenizar” barras de ouro e rastrear a sua produção.

Sem oferecer mais detalhes de como irá funcionar a aplicação, o portal Financial Review descreveu apenas que o produto que vem sendo desenvolvido pelo banco visa oferecer aos mineradores de ouro, que trabalham de forma sustentável, um “prêmio” no mercado global, indicando que a proposta do JP Morgan é rastrear determinados mineradores de ouro e oferecer um “certificado” de sustentabilidade que pode valorizar ainda mais o ativo no mercado global.

“Mineradores estão usando o Quorum para identificar o ouro que estão minerando e usam nossa blockchain para etiquetá-lo eletronicamente e assim podem rastrear a barra de ouro da mina até o ponto final, e assim, você sabe que aquela é uma mina socialmente responsável e, desta forma, alguém estará disposto a pagar um spread maior sobre esse ouro por saber de onde ele veio e como foi produzido, em contraste com aqueles que você não sabe de onde vem. Com diamantes é outro exemplo”, disse Umar Farooq, diretor de blockchain do JP Morgan.

No entanto, o diretor não especificou se a plataforma também trabalhará na comercialização deste ouro registrado em blockchain ou como isto seria feito. Porém, em contraste com o CEO James Dimon, que constantemente chama o Bitcoin de fraude, bolha, pirâmide e outros atributos, Farooq disse que o banco reconhece o potencial do Ethereum. “Somos grandes crentes em Ethereum”, reforçou, destacando também que no médio prazo a tokenização de commodities poderia criar novas oportunidades para os comerciantes globais.

O processo de tokenização de ativos, sejam eles commodities, imóveis, obras de arte, entre outros, pode permitir que a propriedade seja fracionada, portanto itens de alto custo podem ser mantidos por uma gama maior de investidores, desta forma melhorar a gestão global de liquidez, permitindo a compensação entre subsidiárias corporativas sem ter que movimentar o dinheiro real. Os bancos de investimento também estão explorando como os “swaps atômicos” permitirão que as partes negociem ativos sob um contrato inteligente, sem intermediários.

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