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O que é uma Pool? como funciona e como escolher

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Antes de falarmos sobre pools, primeiramente precisamos entender um pouco como a mineração ocorre.

A mineração é o ato de validar transações através da solução de cálculos complexos e registrar as transações no Blockchain. Porém, o processo é pouco mais complexo que apenas registrar informações no Blockchain, o “miner”, no caso a pessoa que esta minerando, vai conectar o software à rede da moeda e receberá trabalhos (jobs) para resolver. Este trabalho consiste na execução de cálculos onde achar o resultado o mais rápido possível é o objetivo e quem entregar primeiro o resultado correto na rede recebe como recompensa o bloco, que de certa forma é o pagamento por esse trabalho realizado.

Dentro deste processo existe uma variável denominada “luck” que nada mais é que a sorte, pois apesar de seguirmos uma média nos resultados, pode ocorrer de resolvermos diversos jobs seguidos postando o resultado na rede e sendo pago com o blocos, como podemos ficar horas tentando sem receber nada.

Então o que é uma Pool de Mineração?

De forma resumida, uma pool de mineração é uma espécie de cooperativa onde o poder de mineração de vários mineradores é “somado” a fim de diminuir a volatilidade dos ganhos, fazendo com que os pagamentos sejam mais frequentes.

Como a recompensa de mineração ocorre por um cálculo que envolve sorte, podemos fazer uma analogia com um jogo de loteria. Imagine que você comprando 1(um) bilhete entre 1.000.000(um milhão), sua chance de receber o prêmio (recompensa) seria de 1 para um 1.000.000. Logo, você se juntar com outras 200 pessoas e cada uma comprar um bilhete, fazendo um “bolão”, sua chance passa a ser de 200 para 1.000.000, mas ao receber o prêmio, a recompensa será dividida para essas 200 pessoas.

Uma pool funciona semelhante à isso, soma-se o poder de mineração de todos os participantes em cooperação para se encontrar de forma mais rápida o resultado da equação e receber a recompensa, que no caso da pool é divida com todos os mineradores de acordo com a contribuição de cada um.

Então isso significa que a pool que tem o maior número de pessoas é a que vai receber e pagar mais?

Não, principalmente por 2 motivos:

  1. Porque, assim como na analogia da loteria, o apostador que tem apenas um bilhete também pode ganhar, mesmo apostando “contra” outras pessoas que fizeram um “bolão”. A diferença é que ele vai ganhar com menos frequência, porém, quando ele ganhar a recompensa será inteira dele.
  2. Porque apesar de as recompensas serem distribuídas de forma aleatória a blockchain das moedas possui mecanismos que fazem com que os blocos sejam distribuídos proporcionalmente entre todos os mineradores.

Nas pools de forma geral existe um campo chamado variance. Este é um campo que tenta dar ao “miner” uma noção de quanto é necessário trabalhar para que uma recompensa (Bloco) seja encontrada. Esse variance tem um cálculo complexo, que leva em consideração o hash total da rede, tempo de intervalo entre os blocos e dificuldade da rede como um todo. Com essa informação ela cria internamente no sistema a variável “luck” que citamos anteriormente.

Essa variável é exibida na pool e tenta demonstrar o quanto foi trabalhado para que o bloco seja encontrado. Ou seja, quando ela atinge o valor de 100% quer dizer que com a pool recebeu “share” que seria suficiente para encontrar um novo bloco. Porém, como o nome já diz, é sorte. Então normalmente a pool acaba fazendo uma média. Alguns blocos são encontrados com variance abaixo dos 100% e outros acima. Não havendo limite de variance, nem para cima, nem para baixo, podendo assim, pegar um bloco com 0% e outro com 1000% no mesmo dia. No caso de variance o alto, o hash da pool acaba fazendo com que os miners não sintam a falta de pagamento naquele período.

Principais formas de recompensas usadas em pools

PROP (pagamento proporcional) é uma forma de recompensa geralmente calculada por “rodada” onde cada bloco inicia a contagem do 0. Ela é calculada diretamente pelo número total de share entregues a pool pelos mineradores durante a rodada. Por exemplo, se a pool recebeu 1000 share’s durante a rodada e você contribuiu com 200 nesta rodada, o sistema considera que você teve 20% de contribuição e recebe 20% do bloco.

PPLNS – Pay Per Last N Shares (pagamento pelos últimos N shares) Semelhante ao PROP, onde o pagamento é feito pelo número de shares, mas essa forma de recompensa permite à pool limitar o tempo para que a porcentagem seja calculada somente pelas últimas N shares. Esse método é de certa forma mais justo pois o bloco é sempre encontrado nas últimas horas de mineração (um novo bloco é criado na rede com intervalos de tempo regulares e todas as pools sempre começam a minerar o novo bloco do zero, ao mesmo tempo).

Em geral, a maioria das pools hoje trabalham com PPLNS.

Preciso pagar para utilizar uma pool?

Não, inclusive a maioria das pools dispensam qualquer tipo de cadastro e a mineração é feita de forma anônima, você só precisa configurar o software para conectar na pool e inserir o seu endereço de pagamento e sair utilizando. A qualquer momento você pode trocar de pool sem qualquer tipo de burocracia.
Apesar de não haver necessidade de “contratar” e/ou pagar um valor fixo pelo serviço de pool, a maioria delas cobra uma taxa para manter o serviço disponível, essa taxa sempre é proporcional ao valor minerado, em geral ficando entre 1% e 4%. Além disso, algumas pools repassam aos usuários a taxa de transação para cada saque efetuado.
*Lembrando apenas que essa taxa é cobrada somente quando um bloco é encontrado, não havendo bloco, não há cobrança.

Como escolher a melhor pool

Para escolher a melhor pool de mineração você deve levar em consideração alguns fatores:

1 – Tempo de resposta (ping)|(Latência) e estabilidade da conexão
Um dos fatores mais importantes ao escolher uma pool é verificar o tempo de resposta (ping) da conexão. Quando uma pool apresenta um tempo de resposta muito alto seu rendimento será menor, uma vez que seu equipamento ficará mais tempo oscioso, uma vez que vai demorar mais para enviar e receber os pacotes da pool. Além disso, um ping alto implica em perdas de pacote e instabilidades, o que também compromete o rendimento.
O rendimento da mineração em pool com ping baixo pode passar de 10% no ganho final.

Para verificar o ping, é bastante simples. Basta executar o prompt de comando do Windows pressionando no teclado: Win+R, digitar cmd na janela executar e apertar “OK”.

Depois digitar o comando a seguir e pressionar o “Enter”

ping -t “hostnamedapool.com”

Conforme exemplo abaixo:

O ping é o valor indicado após o campo “tempo=”, neste caso, ficou em 30ms. Quanto menor e mais estável o ping, melhor. Se houverem perdas de pacote, a mensagem “Esgotado o tempo limite do pedido” vai aparecer, o que indica um problema, que pode ser na pool ou em sua rede local. É aconselhável fazer este teste com frequência.

2 – Valor mínimo de saque
O valor mínimo de saque deve ser observado, principalmente por mineradores com baixo hashpower uma vez que algumas pools aplicam valores mínimos de saque onde o minerador precisaria passar semanas ou até meses minerando até receber seu pagamento. Fazendo  o minerador ficar “preso” à ela neste período ou desista e perca todo o valor minerado. Lembrando que existem pool’s que é possível configurar este valor como na pool BR Rei do Coin.

3 – Taxa (fee) cobrada pela pool
A fee é uma taxa fixa cobrada pela pool, é  proporcional ao valor minerado e em geral é a única taxa cobrada pelo serviço. Algumas pools cobram altas taxas, chegando a valores de 4%. Busque pool que tenha taxa equivalente a 1%. Desconfie de pool com taxa 0%, pois alem dos custos operacionais do serviço, ainda se paga taxa de transferência para pagar os miners.

4 – Taxa de saque (quando se aplica)
Além da fee, algumas pools cobram a taxa de saque, para cobrir os custos da taxa de envio da blockchain. Nestes casos a pool costuma oferecer ajuste do valor mínimo para saque automático ou até saques manuais.

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O Forrest Gump da tecnologia: atua no mercado de T.I. há cerca de 15 anos. Possui profundo amor pela área comercial. Iniciou na área de cripto no inicio de 2017, pesquisando, desenvolvendo e buscando novas historias para contar. Programador há cerca de 15 anos, atualmente é CEO da empresa Rei do Coin, uma empresa focada em mineração e em mudar a visão do mercado no que diz respeito a este maravilhoso mundo das criptomoedas.
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