monero

Uma das maiores rede de criptomoedas do mundo, o Monero (XMR), que recentemente comemorou seu terceiro aniversário, mas com sua comunidade não tão feliz assim. Infelicidade esta que sugere algumas tempestades no caminho, como o MoneroLink.com. Um site lançado no último dia 14 de abril, em que diz fornecer um explorador de blocos que permite que os usuários sigam as entradas e saídas de uma maioria das transações realizadas antes de janeiro de 2017, uma façanha que por muitos era considerada impossível.

Este explorador é uma implementação prática de técnicas publicadas em um trabalho de pesquisa por Andrew Miller e Kevin Lee da Universidade de Illinois, e Arvind Narayanan e Malte Möser da Universidade de Princeton, e tem gerado muito debate se as conclusões do artigo foram apresentadas corretamente. Vamos aos fatos.

Ligando as transações

A descoberta central descrita no paper gira em torno dos ‘mixins’ que são basicamente inputs (entradas) e outputs (saídas) dummy ou falsos usadas para obscurecer o verdadeiro remetente e receptor nas transações. Onde de acordo com os achados da pesquisa, os mixins podem ser identificados com certeza em quase dois terços dos casos, porque foram gastos em outros lugares em transações que não continham mixins (o que significa que o input e o output seriam encontráveis e relacionáveis).

Além disso, em quase 80% das vezes, a entrada real entre mixins pode ser adivinhada procurando a moeda “mais nova”.  Isto é, a que foi recentemente atribuído à cadeia de blocos como saída de uma transação anterior. As provas técnicas por trás do artigo não foram contestadas e, de fato, as conclusões foram repetidas em outro artigo de um outro grupo de pesquisadores agora da Universidade de Singapura publicado poucos dias depois.

Mas a ressalva é que as descobertas apresentadas no artigo e no site só se aplicam ao blocos de monero no intervalo entre 2014 a 2016, pois deixam de ser válidas desde o momento em que as transações do monero implementaram o método RingCT que foi estabelecido em Janeiro de 2017.

Monero diz que já sabia

Monero dispõe de um laboratório dedicado a pesquisas de segurança e usabilidade da criptomoeda chamado obviamente de Laboratório de Pesquisas Monero ou (MRL). Em sua defesa, aponta para os artigos publicados de nomes MRL-0001 e MRL-0004 (intitulados “Uma Nota sobre Reações em Cadeia em Rastreabilidade em CryptoNote 2.0” e “Melhorando a Ofuscação no Protocolo CryptoNote” e publicado em 2014 e 2015, respectivamente), destacando as mesmas falhas de segurança agora observadas por Miller, Arayanan, Möser e Lee. Eles afirmam que já sabiam, e a falha apontada por eles não diz nada de novo.

Mas o nível de atenção que as provas de rastreabilidade expostas pelo MoneroLink atraíram da comunidade deixam claro que, embora os documentos do MRL já estivessem disponíveis anteriormente, as implicações para a análise de transações não foram bem vistas pela comunidade.

Quais usuários foram afetados?

É difícil afirmar com exatidão, mas gira em torno de 80-90% das transações feitas usando a ofuscação com mixin entre 2014 e 2016 podem ser exploradas pelo MoneroLink. Evidentemente que os usuários que haviam optado por não usar o ‘mixin’ em suas transações assim não se beneficiando da ofuscação de transação, todavia não tiveram a perda de privacidade.

A comunidade monero compilou uma resposta não oficial que, apesar de contestar algumas das afirmações dos autores, também cita a importância do trabalho para a melhoria contínua da criptomoeda.

Conclusão

Para qualquer um com uma mínima simpatia anterior para com o Monero certamente ficou preocupado com o anunciado mas também ficou feliz por ver que a criptomoeda está em constante desenvolvimento e aperfeiçoamento. Alguns sites com pools de mineração como o Minergate apontam o Monero como a Smart Mining ou a mineração mais rentável no momento.

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