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Mercado de trabalho no Japão sofre com a falta de codificadores na indústria de criptomoedas

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O Japão está lutando para encontrar codificadores e engenheiros suficientes para ocupar os assentos da crescente indústria de criptomoedas, segundo a Reuters, agência de notícias internacional.

O Japão precisa de codificadores mais qualificados

Quando a Coincheck foi hackeada em janeiro, perdendo US$530 milhões em tokens NEM, a empresa deu a desculpa de que não tinha a equipe para manter os protocolos de segurança estabelecidos. Críticos disseram que a empresa cortou custos e desviou muito do orçamento geral para publicidade.

Acontece que o Japão está sofrendo com a escassez de codificadores e engenheiros com a experiência e a capacidade que o crescente mercado de criptomoedas exige.

Existem 32 corretoras de criptomoedas já em operação e pelo menos mais 100 aguardando registro da Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA, na sigla em inglês). Combine isso com o aumento das regras de segurança impostas às exchanges desde a invasão da Coincheck e o resultado é uma disputa de contratações para encontrar as pessoas certas com habilidades em blockchain e segurança cibernética.

Segundo o Ministério da Economia, em 2016 houve um déficit de 15 mil trabalhadores nos campos de Big Data e Inteligência Artificial. Espera-se que este número aumente para 50 mil em 2020, com base nas tendências do setor, em comparação com o número de novos candidatos que chegam ao mercado.

Escassez de mão-de-obra impulsionou a demanda e os salários

Essa escassez levou a práticas de contratação muito competitivas e a um aumento geral nos salários iniciais do setor. Pascal Hideki Hamonic, diretor da Descartes Search, headhunter especializados no setor de criptomoedas e blockchain, foi citado pela Reuters como tendo dito que “a oferta de mão-de-obra não consegue acompanhar a demanda”.

Os salários subiram entre 20 e 30% em relação ao ano anterior, com o salário base de um novo programador chegando a US$100 mil. Mark Pink, outro recrutador para a indústria, disse:

“As exchanges estão à procura de pessoas que possam fazer o trabalho criativo, pensante – para criar a arquitetura, não apenas fazer tarefas básicas.”

Esta escassez de codificadores qualificados não é apenas sentida no Japão. À medida que mais e mais empresas buscam implementar a tecnologia blockchain e o setor de criptomoedas continua a se expandir, outros países enfrentam os mesmos problemas.

Hong Kong, por exemplo, está olhando para um grande potencial de crescimento da tecnologia em seus setores bancários e de seguros, mas tem um número finito de pessoas elegíveis para permitir que o crescimento aconteça.

Outros países, como o Reino Unido e os EUA, que têm bons ambientes para pesquisa por meio de seus sistemas universitários, possuem grupos de engenheiros bem versados ??nas tecnologias em desenvolvimento e não veem escassez imediata.

No Japão, embora o problema seja exacerbado pela cultura trabalhista rígida que liga os funcionários às suas empresas por toda a vida, “a maioria dos japoneses que entendem sobre blockchain e criptomoedas já trabalha para empresas com emprego vitalício, e nunca considerou a ideia de mudar de emprego”, disse Jonathan Underwood, diretor da Blockchain Daigakko.

Recrutadores entrevistados no artigo da Reuters concordam que até que essas atitudes mudem, a crise do trabalho continuará no Japão.

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