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Menos de 1% das transações na rede do Bitcoin são criminosas, aponta relatório

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Um dos maiores mitos relacionados ao uso do Bitcoin acabou de ganhar mais uma refutação. Um relatório divulgado no dia 12 de janeiro revelou que menos de 1% das transações envolvendo a moeda digital tiveram como objetivo algum ato ilícito, como sonegação ou lavagem de dinheiro.

O relatório, intitulado “Bitcoin Laundering: An Analysis of Illicit Flows Into Digital Currency Services“, foi emitido pelo Centro de Sanções a Crimes Financeiros (Center of Sanctions & Illicit Finance). O órgão teve a parceria da Elliptic, empresa especializada em localizar e denunciar fraudes envolvendo o uso da tecnologia Blockchain. Juntas, as duas organizações chegaram a uma conclusão bastante animadora: o volume total de transações ilícitas envolvendo o Bitcoin não chega nem perto do que a maioria dos analistas e leigos temem.

“A quantidade de lavagem de  dinheiro envolvendo Bitcoin [é] muito pequena e voltada para mercados localizados na darknet, como a Silk Road e, mais tarde, AlphaBay, são [geralmente] a fonte de quase todos os Bitcoins ilícitos lavados através de serviços de conversão”, afirma trecho do relatório.

O estudo considerou o período de 2013 a 2016, tendo pego, portanto, a fase final do site Silk Road, um dos mais conhecidos precursores no uso exclusivo de bitcoins. O site especializado em venda de substancias ilíticas fechou em 2014, causando uma forte queda do uso da moeda a época. Além disso, o estudo também avaliou mais de 100 exchanges, 60 sites de apostas e 100 portais de atividades ilícitas na amostra total.

O estudo mostra alguns dados muito interessantes. Ao passo de que em 2013 quase a totalidade dos bitcoins usados em transações ilegais decorreu do uso em sites de compras (como o Silk Road), sendo 99% dos usos nesses locais, em 2016 esse número já havia caído para cerca de 80%. Em compensação, foi registrado um aumento considerável no número de usos em esquemas Ponzi (de 0% em 2013 para 2% em 2016) e um expressivo aumento no uso em ataques via ransomwares (0% em 2013 para mais de 15% em 2016).

Esses aumentos sem dúvidas estão ligados aos casos de ataques a computadores no mundo inteiro, ocorridos em 2017, que bloqueavam computadores através de criptografia – geralmente médios e grandes servidores de empresas – e exigiam o pagamento de bitcoins como resgate. O relatório também apontou os principais destinos dados aos bitcoins usados nessas abordagens. Mais de 50% deles eram direcionados para exchanges, seguidas de sites de apostas, com 26%, em dados de 2013.

Sobre os locais onde as ocorrências de lavagem de dinheiro com a criptomoeda, a maioria deles são de origem desconhecida. Dos que puderam ser identificados, a Oceania responde pela maior parte (0.97%), seguida pela Europa (0.77%). América do Norte (0.26%) e América do Sul (0.11%) vem atrás, e por fim, a Ásia (0.05%).

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