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Mais de US$10 milhões em criptomoedas foram roubados em fraudes. Saiba como se proteger

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Mais de US$10 milhões em criptomoedas foram roubados em fraudes. Saiba como se proteger

Recentemente, a Kaspersky Lab, uma empresa russa produtora de softwares de segurança para a internet, revelou que somente no primeiro semestre de 2018 seus produtos bloquearam mais de 100 mil atividades criminosas relacionadas às criptomoedas em diversos dispositivos pelo mundo.

De acordo com a empresa, um dos alvos mais populares são ataques relacionados a sites de ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês), nos quais os criminosos criam páginas falsas que simulam os sites de projetos oficiais ou tentam obter os contatos do projeto para enviar um email de phishing com o número de uma carteira eletrônica para a qual os investidores devem enviar criptomoedas.

“Os resultados de nossa pesquisa mostram que os criminosos virtuais conseguem se atualizar e desenvolver seus recursos para obter os melhores resultados possíveis com o phishing de criptomoedas. Esses novos esquemas de fraude baseiam-se em métodos simples de engenharia social, mas se destacam dos ataques de phishing comuns porque rendem milhões de dólares aos criminosos. O sucesso alcançado sugere que os criminosos sabem como explorar o fator humano, um dos elos mais frágeis da cibersegurança, para lucrar com o comportamento dos usuários”, diz Nadezhda Demidova, analista chefe de conteúdo Web da Kaspersky Lab.

Outra tendência envolve os golpes de distribuição de criptomoedas. Neste método é solicitado que as vítimas enviem uma pequena quantidade de criptomoedas em troca de um valor muito maior da mesma moeda digital no futuro. Os criminosos usaram até contas de pessoas famosas nas mídias sociais, como Elon Musk e o fundador do Telegram, Pavel Durov. Com essas contas falsas os criminosos conseguem confundir os usuários, fazendo com que caiam no golpe. Segundo as estimativas da Kaspersky, no último ano, criminosos conseguiram ganhar mais de 21 mil tokens ETH (Ethereum) e essa soma não considera os ataques de phishing clássicos ou os exemplos que envolvem a geração de endereços individuais para cada vítima.

Para proteger suas criptomoedas a empresa recomenda algumas regras simples:

  • Lembre-se de que nada é de graça e seja cético em relação às ofertas que parecem boas demais para serem verdade;
  • Confira nas fontes oficiais se existem informações sobre a distribuição gratuita de criptomoedas. Por exemplo, se encontrar informações sobre a distribuição de moedas em nome do ecossistema blockchain da Binance, que foi invadido recentemente, acesse uma fonte oficial para confirmar;
  • Verifique se existem terceiros vinculados às transações da carteira para a qual você planeja transferir suas economias. Uma forma de fazer isso é usando os navegadores de blockchain, como etherscan.io ou blockchain.info, que oferecem informações detalhadas sobre qualquer transação de criptomoeda e permitem identificar se uma carteira específica pode ser perigosa;
  • Sempre verifique os endereços dos hiperlinks e os dados na barra de endereço do navegador. Pode ser, por exemplo, “blockchain.info”, mas não “blackchaen.info”;
  • Salve o endereço de sua carteira eletrônica em uma guia e a acesse a partir daí para não correr o risco de errar o endereço e acabar entrando por acaso em um site de phishing.
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Toda honra e Glória pertencem a Deus sempre. Publicitário e Produtor Cultural. Entusiasta de tudo aquilo que o Estado não consegue controlar. Abaixo aos muros, que se construa janelas para o amanhã
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