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Japão defenderá o uso do Bitcoin nas reuniões do G20 na Argentina

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A regulamentação do mercado das criptomoedas tem sido um dos temas mais debatidos entre os orgãos governamentais. Devido às suas características únicas, como anonimato, transferência sem intermediários (p2p) e segurança, as criptomoedas, segundo os governos, são propícias para lavagem de dinheiro e outros delitos. No Brasil, a operação lava jato identificou o primeiro caso nacional de lavagem de dinheiro envolvendo a criptomoeda, na qual o sistema de superfaturamento no fornecimento de pão para os presos das cadeias estaduais do Rio de Janeiro fizeram quatro operações no valor total de R$300 mil em moeda digital.

Ações isoladas como esta engrossam o caldo dos reguladores por todo o mundo, que tentam encontrar formas de lidar com um sistema descentralizado e “garantido” unicamente pelos próprios usuários conectados em uma rede global. Neste campo, um dos eventos mais importantes serão as reuniões do G20. O evento reunirá as 20 maiores economias globais e acontecerá dia 19 e 20 de março na Argentina.

Os apelos por uma regulamentação internacional iniciaram no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, no qual os temas Bitcoin/Blockchain roubaram a cena no mainstream do capitalismo global. Em fevereiro, importantes funcionários da França e da Alemanha, incluindo o presidente francês, pediram ao G20 que discutem formas de regulamentação internacional para as criptomoedas.

Em uma carta ao governo argentino – país sede do evento – Bruno Le Maire, ministro das finanças da França, Peter Altmaier, ministro das finanças na Alemanha,  e os chefes dos respectivos bancos centrais, manifestaram sua preocupação com o risco que as criptomoedas representam para os investidores. Uma semana antes, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos Steven Mnuchin também indicou a necessidade de incluir o assunto na pauta do grupo.

Japão

No entanto, é praticamente impossível que regras universais possam emergir do G20, afinal o grupo é muito diverso e cada uma das nações presentes possuem visões e regulamentações diferentes sobre o assunto, como é o caso do Japão, no qual o Bitcoin é uma forma legal de dinheiro. Recentemente na Alemanha, por exemplo, a moeda digital foi “aprovada” para circular como meio de pagamento. Já na China, também integrante do G20, a proibição geral é a regra e tudo indica que não há muita disposição do governo do país em mudar sua posição.

Entendendo este contexto, segundo a Reuters, o Japão pretende usar as reuniões do G20 para combinar esforços para evitar o uso das criptomoedas para lavagem de dinheiro, através da implementação de mecanismos de antilavagem de dinheiro (AML, na sigla em inglês). “O sentimento geral entre os membros do G20 é que a aplicação de regulamentos muito rigorosos não será bom. As discussões devem ser centradas nas medidas anti-lavagem de dinheiro e na proteção do consumidor, em vez de como as operações com criptomoedas podem afetar o sistema bancário“, disse uma das autoridades.

A liderança japonesa pode ser importante no assunto, afinal a nação é pioneira na adoção do Bitcoin como meio de pagamento e por isso possui um dos ecossistemas mais abrangentes do mundo em relação ao assunto. Em fevereiro, por exemplo, as exchanges nacionais japonesas relataram que apenas 669 casos suspeitos de lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas ocorreram em 2017, apenas uma fração das 347 mil instâncias relatadas pelos bancos do país no mesmo período. Além disso, as exchanges japonesas estão se organizando para criar normas autoregulatórias, uma atitude que tem sido vista com bons olhos pelos governos num movimento que pode representar uma nova fase de maturação do mercado.
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Toda honra e Glória pertencem a Deus sempre. Publicitário e Produtor Cultural. Entusiasta de tudo aquilo que o Estado não consegue controlar. Abaixo aos muros, que se construa janelas para o amanhã
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