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Investidor de Bitcoin hackeado processa operadora de telefonia e pede US$200 milhões em indenização

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Investidor de Bitcoin hackeado processa operadora de telefonia e pede US$200 milhões em indenização

Um investidor de Bitcoin clama por uma indenização de US$224 milhões em um processo contra a gigante de telecomunicações AT&T depois de perder milhões de dólares em criptomoeds, em um roubo que, segundo ele, é culpa do provedor de serviços de telefonia.

De acordo com a agência de notícias CNBC , Michael Terpin apresentou uma queixa de 69 páginas contra a AT&T na Corte Distrital de Los Angeles, EUA, na qual ele alega ter perdido US$24 milhões em criptomoeda depois que a operadora de celular permitiu negligentemente que um hacker obtivesse acesso não autorizado à sua conta de celular.

Terpin, que em 2013 cofundou um grupo de investimento anjo chamado BitAngels e também foi sócio fundador do Dapps Venture Fund, afirma que um indivíduo trabalhando com o hacker se passou por ele e convenceu um funcionário da loja AT&T a dar acesso ao número de telefone de Terpin, sem exigir que ele mostresse uma identificação válida ou fornecesse o código PIN devido à conta.

“A cooperação voluntária da AT&T com o hacker, negligência grave, violação de seus deveres estatutários e falha em cumprir seus compromissos em sua Política de Privacidade”, disse ele na denúncia.

“O que a AT&T fez foi como se um hotel fornecesse à um ladrão com identidade falsa uma chave do quarto e uma chave para o cofre do dono legítimo.”

Além dos US$24 milhões que ele perdeu nos dois roubos, Terpin está buscando US$200 milhões em indenizações punitivas da AT&T, que é a maior provedora de telecomunicações do mundo e a segunda maior provedora de serviços móveis.

A AT&T disse que contesta as alegações e “espera apresentar o caso no tribunal”.

Em qualquer caso, o incidente apresenta outro lembrete dos perigos da autenticação de dois fatores baseada em SMS (2FA), que – embora geralmente mais segura do que não usar 2FA – ainda coloca usuários em risco de ataques de sequestro de cartão SIM, nos quais um invasor engana um provedor móvel para transferir a conta da vítima para um telefone controlado por hackers.

Quando disponíveis, os especialistas em segurança aconselham que os usuários protejam suas contas online usando 2FAs baseados em aplicativos e chaves de segurança, embora infelizmente muitos sites não as suportem. Os investidores de criptomoedas também devem considerar a garantia de suas posses de longo prazo em carteiras offline de “armazenamento frio” (cold wallet), que impedem que hackers obtenham acesso às chaves privadas pela internet.

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Toda honra e Glória pertencem a Deus sempre. Publicitário e Produtor Cultural. Entusiasta de tudo aquilo que o Estado não consegue controlar. Abaixo aos muros, que se construa janelas para o amanhã