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HOLDx: Cybercracia e seus e-cidadãos

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HOLDx: Cybercracia e seus e-cidadãos

Na última terça-feira, 23 de outubro, o projeto HOLDx, lançado pelo Criptomoedas Fácil em outubro de 2018, lançou o seu segundo episódio. Enquanto o episódio piloto focou nas criptomoedas como transição para uma nova era, neste episódio, o foco é a sociedade digital e a tecnologia blockchain.

Intitulado Cybercracia e seus e-cidadãos, o episódio apresenta a Estônia, país situado na costa do mar Báltico. Com o tamanho do estado de Sergipe (menor estado do Brasil) e população equivalente à de Porto Alegre/RS, a Estônia surge como um grande inovador quando o assunto são startups, tecnologia e blockchain.

Das ruínas do atraso

O sucesso da Estônia na área de tecnologia surpreende ainda mais quando analisamos a história do país. Ocupado pela União Soviética (URSS) em 1940, o país ficou sob o jugo da expansão soviética por mais de 50 anos. Apenas em 1991, com o desmantelamento do império soviético, a Estônia tornou-se livre.

Imediatamente após a ocupação, a Estônia tratou de abandonar velhos paradigmas e se modernizar. Foi criada uma nova moeda, empresas foram privadas, leis para controlar os gastos do governo foram aprovadas. O país se modernizou a passos largos e logo se destacou de seus vizinhos.

Hoje, a Estônia representa o mais próximo do que podemos chamar de “estado digital”. A título de comparação, 97% das escolas estonianas possuem plataformas online (e isso já em 1997) e as reuniões do governo não utilizam papel desde 2000. É tudo totalmente digitalizado.

De acordo com Rivo Riistop, da Startup Estonia, as mudanças fizeram o número de empresas no país disparar, fazendo da pequena nação báltica um dos maiores pólos do mundo em termos de quantidade de empresas. A Startup Estonia é uma iniciativa do governo que auxilia no desenvolvimento da Estônia através do ecossistema de startups.

“A Estônia possui atualmente 550 startups. Então, em termos per capita, nós somos o primeiro ou segundo país com mais startups no mundo”, afirmou Riistop.

Mas a grande inovação que tornou o país conhecido mundialmente (depois do Skype, claro) ocorreu no início do século XXI. E ela é o grande tópico tratado no vídeo.

e-Residency

Em 2014, a Estônia resolveu lançar o seu revolucionário serviço chamado eResidency. E foi justamente esse serviço que fez o país se tornar um dos locais mais procurados por startups e empreendedores digitais.

Basicamente, o serviço oferece uma cidadania digital para quem deseja estabelecer um negócio na Estônia. A principal finalidade é possibilitar a ágil abertura de empresas através do eResidency: apenas 15 minutos.

O sistema permite que pessoas de qualquer lugar do mundo possam abrir uma empresa na Estônia em questão de minutos. O serviço rapidamente atraiu a atenção do mundo inteiro – inclusive de empresas do Brasil.

Ao se mostrar como um lugar favorável para empresas que trabalham com blockchain, a Estônia atraiu a atenção de diversas startups brasileiras, as quais sofrem para empreender com leis nocivas e regulamentações locais.

Dos trópicos para o Báltico: os e-cidadãos brasileiros

Rodrigo Ventura, CEO da 88 Insurtech – startup que trabalha com seguros baseados em blockchain – destaca a juventude como um dos atributos que ajudou a Estônia a se modernizar na era pós-URSS.

“Quando olhamos para a Estônia, vemos que é um país que se tornou livre de fato. Em 1991, depois que eles se libertaram do domínio da Rússia, o primeiro presidente estoniano tinha pouco mais de 30 anos de idade. Todo o governo estabelecido na época era de pessoas muito jovens, as quais nasceram e já viviam em um mundo digital”, afirma Ventura.

Quem também se surpreendeu com a facilidade do e-Residency foram os irmãos Marcelo e Ricardo Rozgrin, criadores da exchange Braziliex. Marcelo destacou a rapidez do processo de criação da residência digital.

“Eu iniciei o processo (de criação da e-Residency) daqui do Brasil e foi muito rápido. Assim que eu entrei com a documentação, totalmente de forma on-line, em aproximadamente 30 dias depois eu já tinha minha e-Residency”, afirmou Marcelo Rozgrin, CEO da Braziliex.

Já Ricardo Rozgrin destacou a receptividade da Estônia à projetos de blockchain e também a capacidade de superação do país.

“Eu estou realmente surpreso com a facilidade e também com a receptividade que os negócios em torno de blockchain e inovação são vistos aqui. Trata-se de uma população que foi oprimida por muito tempo, mas em seu pior momento conseguiu enxergar caminhos e soluções”, afirmou.

Um país que saiu dos escombros, soube se reinventar e hoje é um pólo de inovação mundial. Consequentemente, possui cidadãos em todo o mundo, muitos deles que nem residem no país. Essa é a Estônia, com sua cybercracia e e-cidadãos dando exemplo para o mundo – direto do Holdx.tv.

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