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Governo do Reino Unido pesquisa DLTs para garantir segurança de evidências

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Governo do Reino Unido pesquisa DLTs para garantir segurança de evidências

O governo britânico está explorando maneiras de empregar a chamada tecnologia de livro-razão distribuído (DLT, na sigla em inglês) para garantir evidências digitais e informações de identidade, de acordo com uma publicação feita na semana passada.

O anúncio foi feito pelo Serviço de Cortes e Tribunais de Sua Majestade (HMCTS) e a equipe de Inovação Aberta do Gabinete também realizou uma reunião dedicada ao uso da DLT na obtenção de provas digitais.

O autor do post foi Balaji Anbil, chefe da equipe de Arquitetura Digital e Segurança Cibernética do HMCTS. Anbil afirmou que o serviço está buscando aplicar novas tecnologias a procedimentos tradicionais como compartilhamento de evidências, gerenciamento de identidade e maior controle sobre os dados de identidade dos indivíduos.

Na reunião, o Dr. Sadek Ferdous, bolsista de política de tecnologia e pesquisador associado do Imperial College, apresentou uma visão geral de suas pesquisas mais recentes sobre os sistemas DLT, privado e público. Ferdous explicou os desafios de garantir a proveniência das evidências digitais, afirmando que a trilha de auditoria é um componente central nesses sistemas.

“[Fornece] registro cronológico de atividades do sistema que capturam como a evidência digital foi criada, acessada e modificada, por qual entidade, a partir de que local, de forma a permitir a reconstrução e o exame da sequência de eventos e ações que levam a o estado atual da evidência digital.”

Anbil diz que as DLTs possuem uma “capacidade crítica” para garantir evidências digitais e a integridade das cadeias de evidências.

O Reino Unido tem tomado medidas para adotar a tecnologia blockchain, com a intenção de tornar-se um líder global na indústria e na economia das criptomoedas. No mês passado, o Big Innovation Center, a DAG Global e a Deep Knowledge Analytics, organizações locais, conduziram pesquisas demonstrando que o país possui recursos governamentais, tecnológicos e industriais para tornar-se líder no ecossistema de criptoativos na esfera econômica e um hub global em pesquisas da tecnologia blockchain.

O ministro da habitação do Reino Unido, Eddie Hughes, pediu ao governo que mostre liderança e faça da tecnologia – assim como de seus benefícios – uma prioridade política. Hughes disse:

“O estado deve concentrar sua atenção no uso da blockchain para permitir a liberdade social, aumentar a eficiência e reconstruir a confiança da sociedade. Não se deve permitir que o estado use tal tecnologia para invadir a vida dos indivíduos – mas, antes, a tecnologia deve ser usada para capacitar os indivíduos em seus engajamentos necessários com o estado.”

A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA, na sigla em inglês) estabeleceu um projeto intitulado SandBox, regulamentado em 2014 e projetado para permitir que as organizações testassem vários produtos e serviços em um ambiente de mercado com proteção adequada ao consumidor, mas sem regulamentação restritiva. Em julho, a FCA divulgou as 29 empresas que se inscreveram na quarta coorte do projeto, das quais 40% estavam usando DLTs.