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FMI se junta ao apelo francês e alemão para discutir uma regulamentação multilateral sobre criptomoedas

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Mais um organismo multilateral está empenhado em criar regras para a circulação de criptomoedas. Agora, o FMI – Fundo Monetário Internacional – esta convidando todos seus integrantes para debater o tema. A organização é um braço das Nações Unidas, como a UNESCO. No caso do FMI seu objetivo é debater com as nações a cooperação monetária global, estabilidade financeira e crescimento econômico. Lembrando que a ONU já utilizou uma criptomoeda, no caso a Ethereum, para enviar ajuda a Síria.

De acordo com o Bloomberg, o porta-voz Gerry Rice, falando em nome do FMI, não deu detalhes do tipo de colaboração ou políticas que o FMI está pensando ou buscando, mas argumentou que as criptomoedas possuem benefícios no seu uso como pagamentos, mas que também permitem lavagem de dinheiro, fraude e financiamento do terrorismo (só para constar, tudo isso foi feito até hoje com moeda fiat, regulamentada e controlada pelos estados).

Quase um ano atrás, segundo o site CCN, o diretor-gerente do FMI, Christine Lagarde, apresentou um relatório intitulado “Moedas virtuais e além: considerações iniciais” no Fórum Econômico Mundial. Com idéias amplas e pesquisa em criptografia como bitcoin, “moedas virtuais e suas tecnologias subjacentes podem fornecer serviços financeiros mais rápidos e mais baratos e podem se tornar uma ferramenta poderosa para aprofundar a inclusão financeira no mundo em desenvolvimento“, destaca o relatório lido por Lagarde que, posteriormente destacou que:

“As maneiras pelas quais as novas tecnologias estão reduzindo o custo para tornar as transações financeiras mais acessíveis, mesmo em números muito pequenos … Eu acho que já é bastante perturbador”.

O apelo do FMI para a cooperação global não é único, a França já anunciou que irá propor ao G20 (o grupo das 20 nações mais ricas do mundo) iniciar a discussão para uma regulamentação multilateral do Bitcoin, segundo o ministro das Finanças, Bruno Le Maire. Na sequência do anuncio francês, Joachim Wuermeling, membro do conselho do Bundesbank (banco central alemão), salientou que qualquer tentativa de regular as criptomoedas, como o bitcoin, deve ser em escala global, uma vez que as regras nacionais ou regionais seriam insuficientes.

“A regulamentação efetiva das moedas digitais somente será possível por meio de uma maior cooperação internacional, porque o poder regulatório dos países é obviamente limitado”, disse Wuermeling em um evento em Frankfurt.

 No entanto, a posição dos organismos internacionais, diferentemente do que vem acontecendo na China, aponta para uma regulamentação e não para uma proibição das moedas, ICO, mineração, exchanges e demais negócios. O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, por exemplo, que está no Fórum Econômico de Davos, segundo o jornal “O Globo” e “Valor”, apontou que já há âmbito da OMC um grupo, formado por 71 países, que respondem por 77% do comércio global, discutindo iniciativas sobre o comércio eletrônico, blockchain e moedas virtuais. “Pode ser o começo de um esforço global para melhorar o ambiente regulatório nessa área, trazendo benefícios para consumidores, empresas — especialmente as pequenas — e governos.”

Importante salientar que hoje, terça-feira, 23 de janeiro, está acontecendo, pela primeira vez na história o “Tech Tuesday in Davos”, uma iniciativa empresarial estratégica que reúne líderes globais, visionários e formadores de opinião do mundo dos negócios e da tecnologia no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O evento foi concebido para reunir a comunidade tecnológica e discutir as últimas tendências da área e, certamente o assunto Cripto/Blockchain/Regulamentação será abordado no evento.

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