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Financiamento via blockchain: conheça seis alternativas que podem substituir uma ICO

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Financiamento via blockchain: conheça seis alternativas que podem substituir uma ICO

As ofertas iniciais de moedas (ICOs, na sigla em inglês) tornaram-se a grande febre do ano passado quando o assunto é forma de investimento. O surgimento da ICO permitiu que empresas pudessem captar recursos de forma mais rápida e barata, e praticamente sem nenhuma restrição de território – algo que facilitou diversas captações de investimentos internacionais.

Segundo dados do site TokenData, cerca de US$5,6 bilhões foram arrecadados por empresas através de ICOs no ano passado, e mais de 400 empresas utilizaram essa forma de captação de recursos de forma bem sucedida. No total, mais de 900 empresas buscaram financiamento através de ICOs.

Porém, como tudo o que diz respeito ao mundo da tecnologia, o mercado de ativos digitais evoluiu e hoje existem outras formas de captar investimentos, muitas das quais trazem diversas vantagens em relação ao investimento via ICO, seja em agilidade, facilidade ou qualquer outro benefício. No texto de hoje, traremos seis novas maneiras. Confira!

STO

Uma Oferta de Token de Segurança (STO) é uma forma de investimento que de cara possui uma vantagem sobre às ICOs tradicionais: é totalmente regulamentada e prossegue com a bênção da SEC, a CVM norte-americana. As STOs são categorizadas em vários tipos, incluindo Reg D (aberto apenas a investidores institucionais) e Reg S, que é para STOs realizadas fora dos Estados Unidos. No entanto, o tipo mais procurado por empresas que buscam uma STO é a Reg A+, uma vez que ela permite que investidores comuns participem. Uma série de projetos, incluindo o Gab.ai e o Knowbella, estão aguardando a aprovação da Reg A +, mas a permissão da SEC ainda está pendente, enquanto a Dexfreight também está planejando lançar uma oferta.

IICO

A Oferta Inicial Interativa de Moedas (IICO) foi proposta pela primeira vez em um artigo de Vitalik Buterin, criador do Ethereum, como um modelo mais justo de ICO. Ela foi projetada para evitar o FOMO (Fear of Missing Out, em inglês) e as guerras de gás que podem resultar em grandes players recebendo todos os tokens e expulsando investidores com menor poder aquisitivo. No crowdsale recente da Fantom, por exemplo, um investidor gastou 580 mil gwei, ou cerca de US$24 mil, apenas para garantir que sua transação chegasse à frente das demais.

O protocolo de justiça descentralizada Kleros tornou-se o primeiro projeto a testar uma Oferta Inicial Interativa de Moedas. Os colaboradores podem especificar um limite máximo para a venda; se o total levantado superar esse limite, os ETHs serão devolvidos a eles. Isso garante que todos tenham a chance de comprar tokens a um preço que considerem justo – pelo menos essa é a teoria.

ISA

O crowdsale da criptomoeda Metronome começou hoje sob a bandeira de um Leilão Inicial de Suprimentos (no inglês, ISA). Conforme explica a equipe, “o leilão de suprimento inicial utiliza um leilão de preço decrescente, no qual o preço começa intencionalmente alto e se reduz gradativamente, em direção ao seu piso de preço intencionalmente baixo, desde que o leilão esteja aberto. O preço não está em média. Os compradores receberão seus tokens Metronome quase imediatamente após a compra pelo preço que compraram. Os compradores devem comprar apenas quando sentirem que o preço do MET está no preço justo”.

Várias tentativas foram feitas para garantir que todos tenham a chance de participar de um crowdsale, incluindo a já citada IICO, o ISA e as variações do leilão holandês, em que as ofertas vencedoras não serão reveladas até que a venda seja concluída. O risco com os dois últimos métodos é que eles correm o risco de serem percebidos como um mecanismo para impulsionar os cofres do projeto e não como um processo mais democrático.

SAFT

Um Acordo Simples para Tokens Futuros fornece um meio de superar o risco de que os tokens vendidos para um projeto que está em desenvolvimento possam ser classificados como ativos financeiros. Para contornar isso, os investidores contribuem com fundos pelo entendimento de que receberão seus tokens quando a rede estiver operacional e os tokens forem utilizáveis. Dessa forma, o projeto se beneficia do recebimento do capital necessário para a construção e os investidores podem vender seus tokens para o público em uma data futura, uma vez que a plataforma tenha utilidade.

Airdrops

Na verdade, muitas ICOs costumam alocar uma parte de seus tokens para distribuições via airdrop – uma forma de doação de tokens – para integrar uma comunidade distribuída na esperança de que esses indivíduos tornem-se usuários da plataforma. É uma prática padrão distribuir menos de 5% de tokens por meio de um airdrop, mas há uma abordagem mais ousada: distribuir a maioria dos tokens dessa maneira, reter uma parte para a equipe, como reserva, e esperar que o mercado atribua valor ao token depois que as negociações dele começam. Esse é o modelo que está sendo testado pela Everipedia e uma série de outros projetos baseados em EOS cujos tokens serão dados aos detentores dos tokens da plataforma.

Não criar uma ICO

A alternativa final à ICO é… não ter nenhuma ICO.

Isso pode parecer loucura em uma era na qual projetos de criptomoedas podem alcançar valores bilionários, mas, na verdade, é uma maneira muito melhor de alinhar os incentivos dos participantes e, possivelmente, de evitar conflitos de gestão. Bitcoin, Litecoin e Decred são exemplos de redes que começaram a funcionar sem a necessidade de nenhuma captação externa. Se sua ideia baseada em tokens é genuinamente revolucionária, você não precisa necessariamente recorrer à uma ICO: basta executá-la e ela vingará.

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Coach financeiro, escritor e colunista no Criptomoedas Fácil. Jogador de poker, ambos por paixão e vocação.
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