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Estudo aponta que Malta lidera o comércio de criptomoedas em exchanges enquanto a Rússia lidera o volume em OTC

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Estudo aponta que Malta lidera o comércio de criptomoedas em exchanges enquanto a Rússia lidera o volume em OTC

Jurisdições com legislação amigável às criptomoedas ou regulamentações abrangentes estão liderando em termos de comércio de criptoativos baseados em exchanges. De acordo com um novo estudo, no entanto, as trocas em mesas de negociação (OTC) e P2P são muito mais populares em países em desenvolvimento.

De acordo com o artigo publicado pela agência de notícias Bitcoin News, o relatório produzido pelo provedor de serviços financeiros Worldcore cobre dados dos meses de junho e julho e usa estatísticas de um estudo do Morgan Stanley realizado no início deste ano para comparar duas listas de países – uma com os principais países em relação às negociações em exchanges de criptomoedas e outra com aqueles países que lideram em termos de volume de negociação no mercado de balcão (OTC) e peer-to-peer (P2P).

O novo estudo confirma que as jurisdições que oferecem um ambiente de negócios favorável por meio de legislação compatível com criptomoedas, bem como aquelas com marcos regulatórios bem estabelecidos, são responsáveis ​​por grande parte do comércio de criptomoedas baseado em exchanges. Malta (US$1,2 bilhão), Belize e Seychelles (US$700 milhões cada) estão no topo do ranking, com mais de US$2,6 bilhões de volume diário negociado.

Os pesquisadores da Worldcore compararam especificamente os volumes de exchanges e de fora das exchanges entre as semanas de 14 de julho e 21 de julho de 2018, usando dados do popular site Localbitcoins. Os resultados mostraram-se completamente opostos ao que os números do Morgan Stanley mostram. Desta vez, a Rússia é a líder pronunciada, tendo registrado um volume de negociação semanal de 2.000 BTC, enquanto os EUA têm 1.000 BTC. Eles são seguidos pela China e Nigéria com 600 BTC negociados pelos moradores de cada país. Em seguida, estão a Venezuela, a Grã-Bretanha e os países membros da União Europeia.

Os autores do estudo citam algumas boas razões para a notável divergência.

“As exchanges de criptomoedas são mais frequentemente registradas em países com tributação preferencial, e muitas operações de balcão ocorrem em nações com baixa cultura financeira ou legislação fiscal rígida”, comentou o CEO da Worldcore, Alexei Nasonov, que também lidera a equipe de pesquisa.

Os analistas explicam ainda que a popularidade dos métodos de troca direta nos países do Segundo e Terceiro Mundo, como Rússia, Nigéria, Colômbia e Quênia, deve-se em grande parte ao sistema relativamente subdesenvolvido de troca de ativos de criptomoedas e fiat através de sistemas de pagamentos e bancos. As leis monetárias restritivas também desempenham um papel, como é o caso da Rússia, por exemplo, onde as regulamentações específicas para as criptomoedas ainda precisam ser adotadas e os serviços de câmbio não são atualmente regulamentados.

Os pesquisadores acreditam que as plataformas de negociação continuarão a migrar para destinos que oferecem condições favoráveis ​​e regimes fiscais preferenciais. Malta é um bom exemplo – a nação insular já atraiu empresas como Binance, a maior plataforma de negociação em volume que está explorando oportunidades para lançar um banco descentralizado no país, a Okex, outra exchange de criptomoedas administrada pela China que anunciou em abril sua ida para a ilha, e a Bitbay polonesa, que revelou seus planos de se mudar para Malta em maio.

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Publicitária, planejadora estratégica e entusiasta do universo cripto. Confia nas mudanças que a tecnologia irá trazer para a sociedade.