dash

Estivemos presentes no II Bitcoin Summit, que aconteceu no último dia 30 de junho de 2017 em São Paulo – SP. Lá estiveram presentes grandes nomes da comunidade brasileira do Bitcoin, como Fernando Ulrich, Rocelo Lopes, Rafael Felício entre outros diversos do mundo das criptomoedas.

Além desses grandes nomes da comunidade brasileira, o II Bitcoin Summit contou com a presença de representantes do grupo internacional como o Andrew Keys – membro da Consensys e entusiasta da SingularDTV – e o Daniel Diaz, que é o Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Dash.

No final do painel em que Daniel Diaz palestrou, o Criptomoedas Fácil o chamou para uma conversa rápida e exclusiva para nosso site, prontamente ele aceitou ao convite. De forma surpresa, o próprio respondeu ao pedido em Português.

Daniel, antes de tudo muito obrigado por nos atender. Muito bom seu português, muito bom mesmo. Como você aprendeu a língua oficial de nosso país?

Daniel: Eu visitei o Brasil a 10 anos atrás. Eu tenho amigos em Salvador (BA) e então eu vinha visitá-los e acabei aprendendo um pouco de português. Agora está um pouco ruim para poder falar, mas eu entendo tudo se você falar devagar. Mas para a entrevista esse ano, vamos fazer em inglês. No ano que vem a gente faz em português!

Que legal, Daniel! Me diz uma coisa: Onde é a sua base? É nos USA?

Daniel: Eu nasci no Panamá e moro na Cidade do Panamá.

O que você pensa sobre a comunidade Brasileira da Dash? Você já conhece a comunidade?

Daniel: Claro que conheço! Nós temos uma excelente comunidade aqui no Brasil e de brasileiros fora do Brasil também, como no Canadá e em outros lugares. É uma ótima comunidade! Vários membros vieram me auxiliar aqui no Bitcoin Summit. Nós temos uma comunidade crescente e este tipo de evento que nós estamos tendo aqui hoje, demonstra que a comunidade está crescendo cada vez mais.

Daniel, aqui no Brasil muitas pessoas não tem uma grande credibilidade com a Dash. No processo de migração de Darkcoin para Dash, o Dev principal prometeu “queimar” uma determinada quantia de moeda, mas isso não acabou sendo feito. O que você pensa sobre este assunto ainda continuar na mente das pessoas?

Daniel: Este acontecimento não é realmente um problema, é até um pouco decepcionante. O que você espera de um projeto de criptomoedas que você entra?! Você espera um desenvolvimento sustentável, um crescimento, usabilidade, inovação, novas funcionalidades criadas e um time forte de desenvolvimento. Nós temos tudo isso, mas algumas pessoas simplesmente focam no ponto errado, porque não é fácil crescer  uma rede cripto. É quase impossível sair do zero até o estágio que estamos atualmente em 2/3 anos. Então o que eu gostaria de dizer é o que a Dash tem feito, a Dash tem entregado todas os desenvolvimentos prometidos e entregamos novos conceitos, como os masternodes  (incentivos nos full nodes entre outras diversas coisas).

Nós temos votação e financiamento de novos desenvolvimentos, então pode-se eleger o que é prioritário para a Dash e temos diversos times desenvolvendo. Nós somos os únicos – do Top 10 – auto-sustentados pela blockchain, temos 25 desenvolvedores em tempo integral que são 100% financiados pela nossa blockchain. E este é apenas o time principal, porque nós também temos times completamente independentes que também são financiados pela nossa blockchain.

Quando todos os fundos vão para um time especifico, você perde a força da descentralização, pois na Dash, qualquer um pode fazer uma proposta e  se for aprovado pela comunidade o próprio será financiado pela blockchain.

Eu penso que tudo já foi respondido. Vamos supor que você ouviu falar disso em 2015 e resolveu não se envolver com a Dash por causa dele, ok? Basicamente você optou por focar nesse ponto ao invés de todas as entregas e avanços que o projeto da Dash tem realizado. Se após ver melhor sobre o projeto da Dash e resolver não se envolver, é uma escolha sua. Uma escolha pessoal. Você pode escolher do que participar e do que não participar.

Daniel, sei que você está com o tempo corrido e não quero te atrapalhar mais. Então para finalizar, na sua palestra você falou sobre algumas aplicações que rodarão usando a Dash como base. Você pode nos falar um pouco mais sobre elas?

Daniel: O time principal tem apoiado alguns projetos em específico e por isso eu consigo falar melhor deles. Por exemplo: Estamos apoiando uma empresa baseada em São Francisco (USA) que desenvolve inúmeras soluções baseadas em blockchain. Eles desenvolvem essas soluções e vendem para outras empresas implementarem essas soluções.

Uma dessas soluções é justamente uma das que eu comentei na palestra: Usar a blockchain no tratamento médico. Imagine só que legal seria se todo o histórico médico de um paciente ficasse na blockchain. Desta forma, não importa em que médico ele fosse e em qual parte do mundo ele estivesse, o médico conseguiria ver de forma confiável tudo que ele já fez. Esta é uma das aplicações que estamos bastante entusiasmados.

Nós também temos outras aplicações onde as pessoas querem implementar governança e transparência em doações políticas.

Quando essas aplicações serão lançadas? Temos alguma data estimada?

Daniel: É muito importante a gente conseguir fazer uma distinção, porque Dash é um protocolo, Dash é a blockchain. A gente não consegue falar quando estes times independentes que apoiamos lançarão de fato as aplicações. São times diferentes, projetos diferentes. O que eu posso dizer é que estamos fazendo nosso melhor para ajudar estes times à implementarem estas idéias na rede da Dash.

Se você quiser aumentar a escalabilidade, então você tem que focar na descentralização, porque o time principal não será capaz de desenvolver todas as idéias ao mesmo tempo. Então a nossa ideia é que esses times independentes desenvolvam as idéias deles e que tudo seja conectado pelo protocolo da Dash. Quando você dá essa oportunidade às pessoas, você se surpreende com as idéias que aparecem!

Nós realmente contamos muito com a nossa comunidade e com o sistema completamente descentralizado que a Dash oferece. estamos muito ansiosos para os lançamentos e para o futuro que está vindo junto com a Dash.

Aqui no evento foi anunciado que agora poderemos comprar Dash com REAL (R$) na exchange Coin.BR. Como isso foi possível? Você já conhecia o Rocelo Lopes?

Daniel: Eu conheci o Rocelo em uma conferência sobre Bitcoin na América Latina. Acho que foi em 2015 no México. Depois continuamos nos encontrando em outras conferências, em chats e etc. A comunidade latino-americana de criptomoedas é muito amigável e unida. Nós somos membros do mesmo grupo e é uma ótima comunidade.

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Economista, empreendedor, Vascaíno e apaixonado por criptomoedas. Acredita que o futuro é descentralizado e que estamos no caminho certo.

  • Douglas Falabim

    Parabéns,Paulo, pela entrevista!

  • Jon

    Dash é um puta scam, teve instamina (algo totalmente antiético e fraudulento). Desde o início visou o lucro desonesto. Tem até mensagens do criador procurando bons programadores de C++ para sua startup com fins lucrativos (como ele denominou seu negócio). Não tem prova criptográfica, masternodes são uma palhaçada (que incentiva até a própria destruição da rede). PoS é falho, o anonimato é vulnerável, instantX sujeito a maleabilidade. Dash serve apenas pare enriquecer seus autores. O criador é um scammer.

    • Georges Segundo

      Jon, eu estive presente nesse evento em que esse cara que deu a entrevista falou com o público, ele me pareceu uma pessoa muito séria a respeito de seu negócio. Posteriormente eu fiz uma análise de mercado independente sobre essa cryptomoeda, e ela tem se sustentado de forma orgânica até agora. Tem uma série de empresas adotando o Dash, ao invés do Bitcoin, como forma de pagamento, devido a superioridade da tecnologia, que processa transações em 1 segundo, contra os 10 minutos do Bitcoin.
      Ao menos até aqui os desenvolvedores tem sido muito responsáveis com a comunidade e com a tecnologia, você pode demonstrar de forma técnica a validade de suas afirmações?
      Se isso for real tem muitas pessoas que podem ser ajudadas pelo seu conhecimento, eu mesmo sou um deles.

  • Pingback: Entrevista Exclusiva com Daniel Diaz da Dash | Traderize()