Início Ethereum Desenvolvedor do Ethereum acredita em mundo “multichain”

Desenvolvedor do Ethereum acredita em mundo “multichain”

689
0

NOVA YORK – Quem irá dominar o mundo? Bitcoin? Ethereum? Algum outro ativo digital?

Na visão de Fabian Vogelsteller, criador e desenvolvedor da plataforma Lukso e da carteira digital/browser Mist, o universo será “multichain”, ou seja, nenhuma blockchain irá predominar e reinar livre e solta.

Durante palestra proferida na conferência Ethereal, nesta sexta-feira, 11 de maio, em Nova York, o desenvolvedor falou sobre o surgimento de blockchains que resolvem problemas específicos em determinadas indústrias.

Ele citou como exemplos a Energy Web Foundation, que desenvolve um blockchain próprio para as empresas da área de energia, a sua própria empresa Lukso, que visa o mercado de estilistas e da moda em geral, a Vechain, a Hyperledger Fabric, Dfinity, dentre outras.

“Com blockchain específicas, podemos distribuir a carga. Já que temos problemas de escalabilidade sobre os protocolos base, temos que distribuir. Mesmo que a gente consiga chegar a uma solução sobre a escalabilidade da rede Ethereum, o mundo todo não pode ficar em cima do Ethereum”, opinou.

Vogelsteller citou como outros motivos que o fazem crer na necessidade de blockchains específicas as questões regulatórias pertinentes a cada setor industrial e também aspectos relativos à governança dos atores que compõem cada grupo desses.

“Podemos criar uma base de consenso descentralizado e no topo dela construirmos dispositivos de governança”, disse.

Mas se a teoria de Vogelsteller se confirmar, será necessário resolver outro problema: a interoperabilidade, ou seja, a capacidade que os blockchains possuem de se comunicar entre si. “Vejo um universo multichain, com links entre as diferentes cadeias, mas com redes específicas que se conversam. Partimos de um conceito de produto, para serviços, para plataformas até chegarmos aos ecossistemas específicos que terão que se comunicar“, conclui.

COMPARTILHAR
Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.