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“Criptoativos e metais preciosos podem coexistir”, afirma ex-senador norte-americano

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Um dos mais conhecidos políticos dos Estados Unidos resolveu lançar a sua opinião sobre os criptoativos. Trata-se do ex-senador Ron Paul, um dos mais conhecidos entusiastas da Escola Austríaca de economia, que além de senador foi candidato a presidente do país em 1988 e pré-candidato em 2012.

Em seu mais recente artigo, The Dollar Dilemma (O Dilema do Dólar), Paul discute várias questões sobre o planejamento centralizado de uma economia e aponta como ativos digitais, como o Bitcoin, e metais preciosos podem coexistir, ambos servindo ao propósito de prevenir, reduzir ou até mesmo eliminar os atuais monopólios da economia, como os bancos centrais, instituição que Ron Paul ficou bastante conhecido por atacar um de seus livros, O Fim do Fed – Por que acabar com o Banco Central.

Ainda em seu artigo, ele detalha as grandes falhas do sistema monetário atual e explica como metais preciosos e criptoativos podem coexistir para ajudar a combater a decadente economia global.

“A economia é administrada por um conglomerado de indivíduos e interesses especiais, dentro e fora do governo, incluindo o ‘Estado Profundo’ (sic), que controla o planejamento econômico central”, explica o artigo de Paul.

O aparelhamento da economia é necessário para evitar que as forças de mercado naturalmente exijam a correção dos erros que os planejadores cometem continuamente. Esta política enganosa pode durar apenas por um tempo limitado – em última análise, o mercado se mostra mais poderoso do que a manipulação de eventos econômicos pelo governo.

Ouro e criptomoedas: novas e velhas práticas monetárias

Uma pergunta levantada por Paul é se os metais preciosos servirão ou não como um sistema melhor para o futuro ou se esse papel caberá às criptomoedas. Ele acredita que a maneira correta de avaliar a situação e descobrir a resposta é ter certeza de que as pessoas livres no mercado possam fazer a escolha de usar criptomoedas, as quais são imunes aos ditames do governo e dos bancos centrais. Paul enfatiza que esse processo “requer a rejeição do uso de força e fraude para que possa ter qualquer chance de alcançar o sucesso”.

Para que as criptomoedas desafiem a ampla histórica aceitação de metais preciosos, como o caso do ouro, será preciso “um tempo significativo para chegar a um consenso”, explica o ex-senador.

“O mercado é capaz de resolver as vantagens e desvantagens das criptomoedas e metais preciosos. O maior desafio será tirar o governo do caminho para permitir essa escolha”, detalha. “É concebível que as criptomoedas, usando a tecnologia blockchain e um padrão-ouro, possam existir juntas, em vez de ser preciso escolher entre uma ou outra. Moedas diferentes podem ser usadas para certas transações em razão de sua eficiência.”

Mudança de postura

O artigo de Paul mostra uma surpreendente – e positiva – mudança de postura do ex-senador, visto que em dezembro de 2017, no auge de crescimento no mercado de criptoativos, Ron Paul falou que o Bitcoin era “a maior bolha de todas, e tudo isso era culpa do Fed”.

“Eu olho para os problemas que enfrentamos e digo que eles são gigantescos, e as pessoas estão desesperadas e procurando em todos os lugares. Por que eles comprariam títulos que pagam taxas de juros negativas? Por que eles comprariam ações? E dizem que desta vez é diferente? Criptomoedas são um reflexo do desastre do sistema monetário monetário”, afirmou Paul na época.

O desejo de armazenamento e velocidade pode fazer a diferença na escolha de uma moeda. Parece que a tecnologia de contabilidade descentralizada também será útil fora da esfera das moedas digitais. Embora diversos autores e investidores mantenham descrença em relação ao Bitcoin, uma combinação de ouro e criptomoedas provará ser muito mais viável do que levar as pessoas a se adaptarem a um conceito totalmente novo de dinheiro.

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