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Corretora de criptomoeda afirma que não irá listar o Petro em sua plataforma

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A Bitfinex, corretora de criptomoedas baseada em Hong Kong, informou nesta terça-feira, 27 de março, que não irá listar o token Petro (PTR) em sua plataforma de negociações. O comunicado foi lançado no blog da empresa e divulgado em todas as suas redes sociais.

Segundo a exchange, qualquer tipo de negociação envolvendo a criptomoeda ou tokens similares está proibida dentro de sua plataforma. A proibição é válida para todos os clientes da empresa (dentro ou fora dos Estados Unidos) e abrange, além da compra e da venda, as operações de saques, depósitos e trade.

Proibição e ordem executiva

O comunicado também cita a ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, no dia 19 de março, que proíbe os cidadãos norte-americanos de adquirirem a criptomoeda venezuelana, e afirma que a decisão da companhia segue de acordo com o estipulado na ordem presidencial.

“Nós (Bitfinex) nunca tivemos planos de incluir o PTR ou tokens similares em nossa plataforma de negociação. À luz das sanções dos EUA e do risco de novas sanções claras de negociação nesses produtos, não listaremos ou abriremos negociações de PTR ou outros tokens digitais semelhantes. Essa restrição se estende a todos os clientes da plataforma, incluindo pessoas dos EUA, e a todas as atividades na Bitfinex, incluindo depósitos, financiamentos, negociações e retiradas”, afirma o documento.

Além dos clientes, os funcionários da Bitfinex também estão proibidos de adquirirem o token ou qualquer outra criptomoeda endossada pelo governo da Venezuela ou qualquer um de seus órgãos. A proibição é imediata.

Uma nova Guerra Fria?

A aceitação do mercado em relação ao Petro vem sendo cada vez menor – e sua credibilidade afunda a cada notícia lançada.

Além da ordem executiva assinada por Donald Trump, especula-se que o governo russo tenha alguma participação ou esteja fornecendo apoio ao projeto. O portal Coingeek apontou que essa pode ser uma das razões para o combate ao Petro, dada as tensões entre os dois países. O governo russo, no entanto, nega que esteja envolvido de qualquer forma com a criptomoeda, que possui o endosso do presidente da Venezuela Nicolás Maduro.

Lançado em fevereiro, o Petro foi divulgado como “a primeira criptomoeda do mundo emitida por um estado”. O governo do país alega que a sua oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês) arrecadou US$5 bilhões apenas na pré-venda, porém, levantamentos feitos de forma independente afirmam que os dados podem ter sido forjados para inflar os números reais.

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