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Consensus 2018: pesquisa aponta que 43% das grandes empresas veem blockchain como prioridade estratégica

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Consensus 2018: pesquisa aponta que 43% das grandes empresas vêem blockchain como prioridade estratégica

NOVA YORK – Muitos acreditam que o Bitcoin deu início à uma revolução financeira global. Mas o que a conferência Consensus 2018 mostrou, durante os dias 14 a 16 de maio, em Nova York, é que a tecnologia por trás do ativo digital mais popular do mundo, a blockchain (ou algo que se assemelha a ela), deu origem à uma verdadeira febre entre as empresas.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Delloite, feita com cerca de mil executivos de organizações com mais de US$500 milhões de receita anual, mostra que 43% das empresas enxergam a tecnologia blockchain como “crítica” e que por isso ela faz parte das cinco principais prioridades estratégicas dessas corporações.

Para 29% das companhias consultadas, a blockchain “é importante, mas não está entre as prioridades”. Outros 21% consideram a tecnologia como “relevante”, mas ainda não a vêem como prioridade.

“Algumas empresas enxergam um pouco de cansaço na discussão do tema blockchain, mas a positividade de alguns outros é sinal indicativo de liderança. O próximo ano (2019) será um ano de atividades significativas no campo das aplicações comerciais com blockchain”, opinou Rob Massey, diretor da área de contabilidade da Delloite.

A pesquisa, realizada com entrevistados oriundos de sete países (Canadá, França, México, Estados Unidos, China, Alemanha e Reino Unido) ainda mostra que 39% das empresas pretende investir pelo menos US$ 5 milhões no desenvolvimento de soluções em blockchain durante o próximo ano fiscal.

Cerca de metade das empresas (52%) está desenvolvendo projetos com base em blockchains permissionadas (privadas). 44% também utilizam blockchains públicas, como a do Ethereum, por exemplo, e outros 35% fazem parte de algum tipo de consórcio de empresas que estuda de maneira conjunta as possibilidades da tecnologia.

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Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.