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Consensus 2018: debate épico entre Jimmy Song e Joe Lubin coloca “hype” do blockchain em xeque

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Consensus 2018: debate épico entre Jimmy Song e Joe Lubin coloca

NOVA YORK – O termo blockchain é repetido por todos os lados na Consensus 2018 – inclusive nas filas dos banheiros – como a solução para um sem-número de aplicações. Mas naquela que foi uma das palestras mais aguardadas do primeiro dia da conferência realizada em Nova York, houve uma ríspida disputa entre dois dos mais influentes profissionais do mundo cripto.

De um lado palco (ringue) Joe Lubin, fundador do Ethereum e da Consensys. Do outro Jimmy Song, desenvolvedor do Bitcoin e sócio da Blockchain Capital. Para mediar o debate, foi escolhida Amber Baldet, ex-líder de blockchain no banco J.P. Morgan.

Minutos antes do início do painel, Baldet anunciou à plateia seu novo projeto, chamado Clovyr, que trata-se de uma aplicação descentralizada que tem como objetivo mesclar ferramentas construídas para blockchains públicas e privadas e cujo foco é possibilitar que empresas construam soluções utilizando blockchains híbridas.

Baldet, então, perguntou à Jimmy Song o que ele achava do projeto dela. O desenvolvedor não mediu palavras e disse que a apresentação dela era um conjunto de buzzwords e que ele não via nada de interessante no projeto.

Para quem não sabe, Song se auto-intitula como “Bitcoin maximalista”, ou seja, ele acredita que o único projeto que realmente faz sentido nesse imenso mar de criptoativos é o Bitcoin, devido às características inerentes ao protocolo que o tornam um ativo de reserva de valor descentralizado e imune à censura.

Joe Lubin, que está à frente de dezenas de projetos de aplicações que utilizam a blockchain do Ethereum, rebateu dizendo que a tecnologia será útil para diversos casos de uso. Lubin então provocou Song e disse que daqui a cinco anos o Bitcoin continuará no mesmo nível de desenvolvimento tecnológico que ele encontra-se atualmente.

Além disso, Lubin propôs uma aposta a Song, por uma quantia em Bitcoin que ainda será definida, que em cinco anos existirão pelo menos cinco projetos de aplicações descentralizadas operando em larga escala.

Song acredita que os tokens que foram lançados nos últimos anos não servirão para nada no futuro. Para ele, é impossível misturar o conceito de descentralização com a liderança de um projeto por uma corporação.

“Estou cansado de ouvir blockchain, blockchain, blockchain, blockchain. Essa tecnologia só funciona com o Bitcoin. O resto dos projetos é centralizado e possui um ponto central de falha”, opinou.

Os dois combinaram de acertar os detalhes da aposta via Twitter e a plateia ficou nitidamente dividida entre aplaudir Song e Lubin.

A Consensus 2023 dirá quem dos dois estava certo.

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Jornalista econômico com mais de 10 anos de experiência, documentarista e viajante do mundo. Conheceu a Blockchain no final de 2014. Desde então, acredita na descentralização como meio para a revolução.
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