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Clube Atlético Paranaense revela planos de pagar salários com criptomoedas

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Clube Atlético Paranaense revela planos de pagar salários com moeda virtual

O futebol brasileiro começou a descobrir as vantagens do uso de criptomoedas em suas atividades. O clube Bragantino, de São Paulo, e o Cruzeiro, do Rio Grande do Sul, foram os primeiros a tomar a iniciativa no país. E agora chegou a vez de clubes maiores abraçarem a ideia.

E a primeira novidade vinda de um clube da primeira divisão do futebol nacional partiu do Atlético Paranaense. Após a divulgação de um novo patrocinador, o clube revelou nesta sexta-feira, dia 29 de junho, que possui planos de utilizar criptomoedas para realizar diversos pagamentos, os quais vão de salários a luvas dos atletas.

Em entrevista ao Globo Esporte, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mário Celso Petraglia, falou sobre a nova patrocinadora e seu papel na decisão do clube em se aproximar dos ativos digitais.

“Teremos a grata satisfação de passarmos a utilizar essa moeda na contratação de atletas, no pagamento de salários, no pagamento de luvas, nos direitos econômicos. É um negócio muito novo, moderno, que entra no esporte, complexo e difícil de explicar”, explicou Petraglia.

A nova patrocinadora do Atlético-PR é a Inoovi LTD, empresa francesa que incentiva o uso de moeda virtual dentro do esporte. A Inoovi acaba de lançar o token IVI e terá o clube brasileiro como parceiro na divulgação da moeda. Através de seu site, a empresa estimulou diretores de clubes para que os mesmos adicionem os “tokens IVI a todas as transferências de jogadores de futebol, economizando em impostos e permitindo complementar a remuneração dos jogadores.”

Petraglia esteve presente no lançamento da parceria ao lado do fundador da Inoovi, Loic Lacam, e do advogado da empresa, Marcelo Amoretty. O presidente do Atlético/PR, Luiz Sallim Emed, não compareceu ao evento. Em sua fala, Amoretty descreveu como funcionaria o token IVI e explicou detalhes sobre a parceria empresa/clube.

“Funciona como uma ação comum, é uma outra moeda. Pelo site da empresa, através de um cartão de crédito, é possível fazer a compra de qualquer quantidade da moeda. Com a ajuda do Atlético/PR, a tendência da moeda é valorizar”, afirmou o advogado da empresa.

Além de usar a moeda virtual para fazer pagamentos do clube, o Atlético/PR terá que incentivar o uso  pessoal junto a seus jogadores, diretores, conselheiros e torcedores. Os dirigentes anunciaram que o contrato de parceria não estipulou um tempo definido de duração. É, segundo Petraglia, uma parceria “ad aeternum.”

Com os pequenos clubes migrando para o uso de criptomoedas, e até mesmo outras grandes ligas a adotá-las como forma de pagamento, pode ser uma questão de tempo até que possamos ver novos modelos de negócio surgindo no esporte. O que pode ser vantajoso especialmente para o futebol brasileiro, cujos clubes carecem de solvência financeira e de necessidade de arrecadar investimentos.

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Coach financeiro, escritor e colunista no Criptomoedas Fácil. Jogador de poker, ambos por paixão e vocação.
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