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AT&T quer rastrear dados de usuários nas redes sociais por meio da blockchain

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AT&T quer rastrear dados de usuários nas redes sociais por meio da blockchain

A gigante global de telecomunicações AT&T entrou com um pedido de patente cujo objetivo é “mapear”, utilizando a tecnologia blockchain, o histórico de diversas redes sociais de seus usuários. O pedido, intitulado “Mapas Históricos de Mídias Sociais Baseados em Blockchain”, descreve um sistema de rastreamento do histórico de mídias sociais, mas não deixa claro qual a real finalidade do projeto.

Segundo a agência de notícias CCN, a empresa de telefonia estaria interessada em construir uma espécie de currículo social, no qual as informações das redes sociais agrupadas seria destinada a balizar a avaliação de recrutadores de empresas, afinal, uma das categorias específicas que o pedido de patente descreve é o rastreamento para “interesses de carreira”.

Outro uso apontado pode ser destinado a empresas que querer saber o que as pessoas estão dizendo, nas várias plataformas sociais, sobre seus negócios e produtos, até mesmo usuários casuais poderiam descobrir no que as pessoas em sua esfera de influência estão interessadas. Os dados podem ser classificados por várias categorias, incluindo data e hora ou local.

“As informações criadas ou compartilhadas em aplicativos de mídia social são normalmente separadas pelo aplicativo e/ou plataforma em que foram criadas ou compartilhadas. Por exemplo, se um usuário de vários aplicativos de mídia social deseja informações sobre tendências atuais em um determinado momento, informações sobre as tendências atuais em um local específico ou informações sobre o comportamento e as atividades de seus amigos, em geral, em um local específico, ou em um momento específico, essas informações podem não estar disponíveis em um único aplicativo de mídia. Em geral, a capacidade de rastrear transações de micro-cultura (ou seja, uma conta particular de mídia social, incluindo seguidores) por localização, tempo e conteúdo pode ter um enorme valor em comércio eletrônico, marketing e publicidade direcionada”, diz o pedido.

O produto, conforme descrito, tem vários propósitos diferentes. Os criadores do conteúdo manteriam a propriedade dos dados no serviço da AT&T e mesmo que uma postagem fosse censurada na rede social na qual foi inserida, ela permaneceria disponível no “mapa”, levantando questões sobre privacidade e, talvez, um conflito claro com o GDPR (a lei de proteção de dados da União Europeia), à medida em que não está claro como será feito este mapeamento e nem como os usuários podem se livrar dele.

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