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Alto consumo de energia não é a única razão para a China repreender a mineração de Bitcoin

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Durante as últimas semanas acompanhamos notícias sobre o interesse do governo chinês em repreender as atividades de mineração de moedas digitais dentro do país devido aos altos índices de energia consumidos para exercer tal atividade. Um interessante artigo publicado por Sara Hsu, contribuidora da Forbes, agência de notícias norte-americana, comenta sobre a repressão da China estar relacionada a outras questões além do consumo de energia.

Conforme publicado pelo Criptomoedas Fácil na última semana, o Grupo Líder de Remediação e Riscos Financeiros da Internet da China solicitou aos governos locais que “guiem” as operações de mineradores de Bitcoin para que façam uma “saída ordenada” do negócio, após o governo chinês ter demonstrado preocupação com a grande quantidade de energia necessária para a mineração da moeda digital.

No entanto, esse movimento não está relacionado apenas à eletricidade. Na verdade, trata-se de uma tentativa de repreender os riscos apresentados pelas criptomoedas, os quais os reguladores associam a crimes como fraude e lavagem de dinheiro. As autoridades já pontuaram milhares de casos criminais associados às moedas digitais.

Atritos com crimes como fraude e lavagem de dinheiro não são, inclusive, as únicas ameaças que a China percebe no Bitcoin. As autoridades do país estão indo atrás da indústria de forma mais ampla. Isso pode estar acontecendo porque a China corre riscos financeiros para regulamentar a moeda digital neste momento, ou então porque as autoridades enxerguem, de fato, o Bitcoin como uma forma insuficientemente transparente para representar uma forma apropriada de método de pagamento ou reserva de valor.

As empresas de mineração de Bitcoin chinesas estão buscando ambientes mais favoráveis para transferir suas atividades. Recentemente, a Bitmain Technologies criou uma sede na Suíça que pretende expandir suas operações para Amsterdã, Hong Kong, Tel Aviv, Xangai e outros. Os mineradores de Bitcoin da China também foram atraídos para Quebec, cidade canadense, por seus baixos custos de energia elétrica. A mudança para o exterior provavelmente resultará em maiores custos de energia, o que pode reduzir drasticamente as margens de lucro obtidas com a mineração.

A questão da energia é um problema. Alguns entusiastas de Bitcoin argumentam que a mineração de Bitcoin deve mudar para energia renovável. Isso faz sentido, não só para países como a China, que já se basearam em energia movida a carvão, mas para o mundo como um todo, que tem sofrido com fenômenos naturais como as mudanças climáticas. Nesse caso, o processo de mineração deveria ser alterado para que ele não dependesse de enormes quantidades de energia. Isso exigiria a substituição do poder de computação e o uso de altas quantidades de energia, além de um outro item que seria a criação de uma nova tecnologia específica para a atividade.

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Publicitária, planejadora estratégica e entusiasta do universo cripto. Confia nas mudanças que a tecnologia irá trazer para a sociedade.
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