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10 perguntas (e respostas) mais comuns sobre Bitcoin

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Uma interessante publicação do Investopedia, site norte-americano de notícias sobre finanças que também tem foco em promover educação financeira, listou as 10 perguntas mais comuns em relação ao Bitcoin e suas respectivas respostas. Confira:

1. O que é Bitcoin?

Lançado em 2009 por um criador anônimo que atende sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, o Bitcoin é amplamente adotado como “criptomoeda”.

Baseado em uma tecnologia denominada Blockchain, o Bitcoin existe como um livro contábil em uma rede de computadores distribuídos e descentralizados, sem autoridade central ou um governo que o supervisiona. Ao empregar a tecnologia Blockchain com criptografia sofisticada, o Bitcoin oferece uma maneira de enviar, de forma segura, moeda digital de pessoa para pessoa (peer-to-peer, termo em inglês).

2. Como se compra Bitcoin?

O Bitcoin pode ser comprado usando moedas tradicionais, como real e dólar, e também pode ser comprado usando outras moedas digitais, como Ethereum e Litecoin. Existe uma série de corretoras de criptomoedas nas quais é possível comprar e vender Bitcoins.

3. Onde se compra Bitcoin?

O lugar mais comum para comprar Bitcoin é através das corretoras de criptomoedas. No entanto, a confiabilidade e segurança dessas corretoras pode variar. Existem alguns casos de corretoras de moedas digitais que sofreram ataques hacks no passado.

Procure uma corretora que tenha boas recomendações. No Brasil, é possível comprar através da Foxbit e Braziliex, por exemplo. Nos Estados Unidos, por outro lado, algumas corretoras de criptomoedas já foram até mesmo regulamentadas, como é o caso da Coinbase.

4. Como investir no Bitcoin?

Muitos investidores de Bitcoin e de outras criptomoedas acreditam que essas tecnologias podem revolucionar o mundo financeiro e perturbar o status quo. Eles enxergam o Bitcoin como um ativo semelhante ao ouro e seguem uma estratégia de compra e retenção de longo prazo. “Holder” é o termo em inglês para esse perfil de investidor.

Se você pretende investir visando o retorno a longo prazo, você deve transferir seus Bitcoins para uma carteira digital na qual você poderá mantê-los mais seguros. O Criptomoedas Fácil publicou um artigo sobre os tipos de carteiras digitais disponíveis.

5. Como o Bitcoin funciona?

O Bitcoin registra todas as transações que ocorrem em sua rede em todos os nós (nodes) que fazem parte dela. Esta redundância (participação de todos os nós da rede em todas as transações) garante que nenhuma pessoa aja de má fé e altere ou exclua uma transação da rede.

Cada usuário do sistema do Bitcoin possui um par de chaves criptografadas pública-privada. As chaves públicas servem como endereço da conta. Por exemplo, se Alice envia ao Bob um Bitcoin, ela irá enviá-lo para o endereço da chave pública de Bob. As transações são validadas e adicionadas à Blockchain (livro contábil da rede descentralizada, conforme explicamos no item 1 deste texto) através de um processo chamado “mineração”, que também é o método pelo qual novos Bitcoins são introduzidos na rede.

6. O que é mineração de Bitcoin?

A mineração de Bitcoin é o mecanismo pelo qual novos Bitcoins são gerados e inseridos na rede. Além disso, é a forma como as transações são validadas e confirmadas.

A mineração envolve a resolução de um enigma criptográfico computacional extremamente difícil. O participante na rede de mineração que conseguir resolver o enigma recebe como recompensa um montante em Bitcoins (atualmente 12,5 Bitcoins por bloco), além de também receber todas as taxas de transação que forem registradas nesse bloco em questão.

7. Como é possível minerar Bitcoin?

O Bitcoin é um sistema aberto, ou seja, qualquer um pode juntar-se à rede como um minerador. Porém, minerar Bitcoins não é tão fácil. Os mineradores necessitam de um hardware específico projetado para resolver esses enigmas que utilizam microchips dedicados (conhecidos como ASICs).

Depois de ter um hardware, o minerador provavelmente irá querer juntar-se a um grupo de mineração que agrega esforços de mineradores individuais por todo o mundo e concentra esse esforço (pool de mineração). Se o pool resolver o enigma, cada membro do grupo receberá um valor correspondente à quantidade de energia de mineração que contribuiu.

8. Quantos Bitcoins existem?

Uma das características que diferenciam o Bitcoin de outros ativos financeiros, é que ele possui um limite a ser emitido. Esse limite é de 21 milhões de Bitcoins. Até agora, cerca de 17 milhões foram emitidos, ou seja, quase 80% da oferta total.

Além disso, a taxa de emissão Bitcoin é fixada em um bloco (atualmente 12.5 Bitcoins) a cada dez minutos. Esta “recompensa de bloco” também se reduz ao longo do tempo, de modo que a cada quatro anos ou mais, o número de Bitcoins gerados em um bloco é cortado pela metade. Quando o Bitcoin foi lançado, eram gerados 50 Bitcoins por bloco e daqui algum tempo, por volta do ano 2020, esse valor será novamente reduzido para 6,25 Bitcoins por bloco.

9. Quanto vale um Bitcoin?

Em 23 de janeiro de 2018, um Bitcoin valia aproximadamente US$11 mil. Em dezembro de 2017, o preço do Bitcoin apresentou alta e chegou a valer quase US$20 mil, resultado do crescente interesse especulativo e da demanda global.

Colocando isso em perspectiva, entre 2009 e 2011 um Bitcoin valia menos de US$1. Em 2013, ele passou a valer cerca US$300 (com um pico de preço no final do ano, em que chegou a valer US$1.200). E em 2017, ele iniciou o ano valendo menos de US$1 mil. Há muitas perguntas sobre qual deveria ser o preço do Bitcoin. Alguns afirmam que não deveria valer nada e outros acreditam que um único Bitcoin pode chegar a valer US$100 mil ou mais.

10. O que é Bitcoin Cash?

O Bitcoin Cash é o resultado de um “hard fork”, ou seja, uma divisão na rede do Bitcoin que resultou em uma nova moeda digital. Geralmente, um hard fork acontece por divergências entre desenvolvedores da rede do Bitcoin e pode promover a adição de outros recursos e outras funcionalidades que não estavam contidas na rede principal.

O Bitcoin Cash foi criado com o intuito de aumentar a capacidade que um bloco tem de registrar transações, visando a diminuição das taxas de transação e os tempos de confirmação.

O hard fork criou uma divisão ideológica, em que alguns acreditam na nova proposta e outros ainda preferem o “espírito original” do Bitcoin.

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