sábado , 25 fevereiro 2017

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Banco Popular da China faz Alerta sobre Volatilidade do Bitcoin nos últimos dias

O Banco Popular da China (PBOC) se reuniu esta semana com importantes exchanges de Bitcoin em Pequim e Xangai. Representantes do BPC em Pequim reuniu-se com OKCoin e Huobi enquanto representantes do BPC em Xangai reuniu-se com BTCC .

Declarações sobre investimentos em bitcoin na China

Na noite de sexta-feira, 6 de janeiro, na China, os escritórios do PBOC em Pequim e Xangai emitiram declarações sobre as reuniões, destacando que o “preço recente da bitcoin é altamente volátil” e que o banco encoraja as bolsas a “operar estreitamente de acordo com as leis e regulamentos da China para realizar auto análises com base em leis relacionadas e corrigir eventuais irregularidades.”

As declarações também alertou os cidadãos a “investir ciente em bitcoin e, assim, suportar os possíveis riscos por conta própria.

Principais Exchanges na China

A Huobi, OKCoin e a BTCC hoje representam 90% do volume global em negociação de Bitcoin e viram os preços perto dos máximos históricos nas últimas 36 horas antes de caírem drasticamente.

As declarações completas do PBOC podem ser encontradas abaixo.

Declaração da Huobi

Zhu Jiawei, COO da Huobi, deu a seguinte declaração:

Huobi conduzirá a auto-inspeção de acordo com exigências do PBOC e outras autoridades, e leis e regulamentos. Huobi também pretende estabelecer uma associação da indústria com outras empresas para promover a autodisciplina e a formação de padrões da indústria.”

Jiawei também acrescentou avisando que “os investidores devem controlar o risco, porque bitcoin é um produto de investimento com alto risco, negociado 24/7 e sem limitação sobre a flutuação de valor”.

A BTCC também confirmou a reunião com o PBOC e emitiu a seguinte declaração:

“BTCC se reuniu recentemente com o PBOC e trabalhamos em estreita colaboração com eles para garantir que estamos operando de acordo com as leis e regulamentos da China. Como a mais antiga bolsa em circulação do mundo, sempre respeitamos as políticas de AML / KYC e continuamos a cumprir todos os regulamentos vigentes na China. O boletim de imprensa apresentado por PBOC hoje esboça que há uma volatilidade significativa no comércio de bitcoin, como já foi citado em um aviso em 2013, dizendo que bitcoin é um bem virtual e não tem status de curso legal. Todos os nossos usuários devem estar cientes das políticas atuais sobre bens virtuais, bem como os riscos envolvidos na negociação em mercados voláteis.”

A OkCoin, ainda não se pronunciou sobre a reunião com Banco Popular da China, em seu blog e redes sociais não há nenhum comunicado ou alerta sobre a queda do bitcoin nesses últimos dias.

Curiosamente, o preço de bitcoin atingiu 8.888 CNY. O oito é considerado o número da sorte na cultura chinesa e parece ter sido um ponto de lucro para muitos investidores.

Por fim, o que o Banco Popular da China afirma não há nada de novo, em relação a suas declarações anteriores,o fato de que o PBOC está fazendo declarações públicas sobre bitcoin e reafirmando seu próprio compromisso de garantir a integridade operacional das casas de câmbios no país poderia ser interpretado como um reconhecimento da viabilidade crescente do bitcoin.

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A volatilidade do Bitcoin vem caindo ano após ano

Em maio de 2010, o usuário laszlo escreveu em um fórum de discussão que desejava comprar duas pizzas e pagaria 10.000 BTC para quem conseguisse entregar na sua casa em Jacksonville, na Flórida.

Quatro dias depois da oferta inusitada, um usuário localizado na Inglaterra acudiu laszlo e topou o desafio. Depois de encontrar uma pizzaria na cidade do sujeito, o cidadão inglês fez a encomenda e pagou com seu cartão de crédito ao redor de US$ 25 pelas duas pizzas. Considerando a atual cotação do Bitcoin, 10.000 BTC equivalem a cerca de US$ 6,5 milhões.

Ou seja, uma pizza milionária digna de um lugar no Guinness Book.

Esse foi o primeiro registro de um preço de mercado para o Bitcoin. Até então, não se sabia quanto valia uma unidade ou fração da criptomoeda. Durante todo o ano de 2009, não havia cotação para ela, não havia mercados organizados onde compradores e vendedores podiam se encontrar e negociar o ativo. Ninguém sabia qual era o preço de mercado. Não havia mercado.

Em retrospectiva, laszlo pagou um absurdo por aquelas pizzas. E o usuário inglês fez um baita negócio. Mas, na verdade, à época, nenhum dos dois saberia dizer quanto valeria um Bitcoin no dia ou na semana seguinte. Na melhor das hipóteses, valeria qualquer coisa. Mas, provavelmente, poderia continuar valendo zero, exatamente o preço vigente nos 17 meses anteriores.

Naturalmente, a volatilidade então era inimaginável. Num dado dia, 10.000 BTC poderiam ser vendidos por US$ 25, mas na semana seguinte alguém poderia pagar US$ 50 ou US$ 2.

Ou ainda, num cenário também provável, passariam dias sem haver qualquer negociação. Bitcoin então era um mercado ilíquido e altamente volátil.

Mas aos poucos “laszlos” foi percebendo o valor da tecnologia. Mercados minimamente organizados foram formados para permitir a “descoberta” do preço de uma unidade daquela nascente moeda digital. O que há cinco anos não passava de um punhado de negociações por semana, hoje se transformou num mercado que gira diariamente mais de 1 milhão de bitcoins (US$ 650 milhões).

E, consequentemente, a volatilidade, antes insana, é atualmente muito mais tolerável.

Por sinal, a volatilidade diminuiu tanto que, em alguns dias em julho deste ano, a libra esterlina oscilou mais intensamente que o próprio bitcoin — um feito notável e surpreendente.

Há diversas métricas para medir a volatilidade. O site btcvol.info monitora a volatilidade do Bitcoin em comparação com outras moedas e ativos utilizando uma janela de 30 e 60 dias. Vejam que interessante o desempenho da criptomoeda desde 2011.

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Agora vejam o gráfico dos últimos dois anos.

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Percebam que nos últimos 18 meses, em nenhum momento a volatilidade de 30 dias superou 5%. Sim, para qualquer moeda estabelecida, isso é inadmissível, mas para um ativo como o Bitcoin, que depende unicamente da confiança dos usuários e nada mais, isso é simplesmente extraordinário.

Comparando com a volatilidade do yen, do euro e do ouro, a do bitcoin tem sido consistentemente maior.

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Mas a libra, devido às turbulências do Brexit, apresentou uma volatilidade maior que a do bitcoin em maio e setembro, segundo as métricas do btcvol.info.

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Um maior volume de negociação nas transações é um dos fatores responsáveis pela queda da volatilidade. Quanto maior o volume, menor é a intensidade de grandes oscilações na cotação. No gráfico abaixo, temos o volume de negociação em Bitcoins e em dólar contrastado com a volatilidade. Notem como a cotação oscila menos à medida que crescem os volumes negociados nas transações.

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Altos volumes, porém, não garantem por si só baixa volatilidade. Em momentos de instabilidade como foi o mês de julho (período pre-halving seguido do hack da Bitfinex), as oscilações no preço podem ser intensificadas apesar dos volumes consideráveis nas transações.

Outra prova desse fato é a própria libra esterlina, que, com um volume de negociação mundial incomparavelmente superior ao do Bitcoin, conseguiu a façanha de superar a volatilidade da moeda digital em diversos momentos neste ano.

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O fato é que variações bruscas diárias de mais de 10% são hoje bastante raras no Bitcoin. A volatilidade vem caindo ano após ano, fruto do crescente volume de negociação e da quantidade recorde de transações diárias que ocorrem na rede.

Fonte: Mises Brasil