domingo , 23 abril 2017

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Uma visão sobre a escalabilidade do Litecoin vs Bitcoin

Se você está se perguntando por que Litecoin (LTC) está atraindo tanta atenção nas últimas semanas, você não está sozinho.

Como vimos em postagens anteriores o principal motivo que tem levado a forte valorização da Litecoin (LTC) tem sido a discussão sobre o debate de escalabilidade do Bitcoin.

De fato, os novos desenvolvimentos da Litecoin talvez sejam mais bem vistos como simplesmente o longo debate de dois anos de escalabilidade para atualização no protocolo do Bitcoin, uma vez que há controvérsia em torno da proposta de atualização de blocos denominada Segregated Witness (SegWit).

A mudança

A mudança de código em longo prazo, segundo alguns defensores, poderia dar início a uma onda de mudanças que poderiam melhorar a usabilidade do bitcoin. Mas por outro alguns mineradores e usuários se opõem à mudança por motivos técnicos e políticos.

No entanto, enquanto bitcoin está lutando para garantir os níveis necessários de apoio dos mineradores para a atualização ser ativada, Litecoin quase atingiu o limite necessário para ativação de SegWit.

Litecoin: A TESTNET para o Bitcoin será?

Alguns dizem que ao fazer o upgrade no Litecoin isso ajudará a sinalizar se é uma mudança técnica segura e benéfica, ou não. Assim, alguns desenvolvedores estão vendo Litecoin como uma TESTNET para Bitcoin. Outros argumentam que poderia ser uma maneira da Litecoin se tornar uma rede nova, com uma proposta de valor distinta.

A comunidade acredita que SegWit está prestes a ser ativado, mas isso não parece tão claro. Desta forma a história poderia em breve tomar outro rumo.

Mais vamos começar entendendo algumas diferenças entre as duas redes

Sobre questões de nível técnico, é quase idêntico ao Bitcoin, exceto pelo tempo dos blocos ser “minerado” em um tempo menor, usa um algoritmo de hash diferente e algumas outras mudanças.

Em janeiro, a Litecoin lançou uma nova versão com código para SegWit, sendo que o limite de ativação é  75%, em vez dos 95% necessários para ativação na rede do Bitcoin.

“Vejo um potencial para Litecoin ajudar Bitcoin a romper este impasse”, disse o criador da Litecoin, Charlie Lee, em um post no blog.

Por que o SegWit ainda não foi ativado?

Como SegWit ajusta as regras de consenso mudando o modo como os Full Nodes validam os blocos, eles precisam do apoio da maioria dos mineradores para ser ativado.

Como vimos no Litecoin, se 75% dos blocos apresentam um trecho de código que indica suporte para a mudança dentro de um período de duas semanas (conhecido como um “período retarget”), a partir dai começa a sinalização para toda rede.

No início desta semana, quando o apoio ultrapassou 75%, muitos usuários especularam que ocorreria a ativação, mas, algumas pools de mineração multiplicaram sua hashpower, derrubando suporte para o período de ativação voltando para cerca de 70%.

Isso levou a uma discussão mais aprofundada sobre se a capacidade dos mineradores em vetar as mudanças de código é boa ou ruim para a rede.

Próximo passo

Alguns usuários da Litecoin têm tido interesse para um softfork que é ativado pelo usuário, onde abre o caminho para uma atualização para forçar os mineradores na ativação de SegWit no protocolo de ambas redes.

Resumindo em poucas palavras, “soft-activated fork” (UASF) é uma maneira de se conquistar através de regras consenso que todos os Nodes precisam concordar, a menos que eles querem ser deixados em um Blockchain alternativo. Este modo de ativação é incerto porque poderia causar uma divisão na rede. Outra desvantagem é que eles levariam mais tempo para se preparar.

Apesar de todo o exagero recente, é difícil dizer se o SegWit será ativado no Litecoin, mesmo que esteja perto de isso acontecer.

No entanto, alguns usuários e desenvolvedores estão fazendo planos, caso isso aconteça.

O desenvolvedor Johnson Lau do Bitcoin Core disse que se SegWit for ativado no Litecoin, isso mudará alguns de seus esforços para trabalhar no MAST, um projeto que poderia expandir as capacidades de contratos inteligentes.

Lee também destacou que uma versão da Lightning Network também está em andamento, sugerindo que a inovação poderia migrar para o Litecoin caso ocorra ativação de Segregated Witness (SegWit).

SegWit, Litecoin, Bitcoin, o que você acha disso tudo? Comente abaixo.

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Empresas bitcoin estão seguindo a proposta UASF

Estas empresas são a favor de Segregated Witnes (SegWit) através de um Softfork ativado por usuários (UASF), até o momento nenhuma empresa se opôs a esta proposta.

Quem apoia Softfork (UASF)

Ultimamente temos visto muita conversa sobre a possibilidade de usuários realizar um Fork (UASF) a fim de implementar SegWit sem a necessidade de consenso dos mineradores. Abaixo você pode conferir uma lista com as principais empresas que apoiam UASF:

  • Trezor (pronto)
  • Vaultoro (pronto)
  • Bitcoin India
  • Bitcoin Reminder
  • Bitfury
  • BitKong
  • Coinkite
  • Freedom Node
  • JoinMarket
  • Samourai Wallet
  • Walltime

Até o momento nenhuma empresa se opôs a UASF, embora a maioria das empresas já tenha conhecimento sobre o assunto. BitPay, por exemplo não está incluída na lista acima, mas eles já anunciaram seu apoio à UASF. Durante um evento sobre Bitcoin o CEO Stephen Par declarou o seguinte:

“Eu realmente gosto da ideia de um soft fork ser ativado pelo usuário seguido por uma ativação dos mineradores.”

É provável que a maioria das empresas que suportam o fork para SegWit estão prontos e terá a mesma postura em relação ao UASF, uma vez que parece ser o único método plausível de ativar SegWit na rede.

Mais afinal o que é UASF?

O User Activated Soft Fork (UASF) é um fork que não requer aprovação dos mineradores, porém conta com os Full Nodes (usuários) para ativar o fork. Isso é feito pela liberação de uma nova versão de um cliente Bitcoin, neste caso, Core. O cliente dá um limite de um bloco no qual a atualização se tornará ativa.

Uma vez que atingir o bloco limite estabelecido, os Full Nodes que já realizaram atualização para o novo cliente vai parar de aceitar blocos que não suportam SegWit. Dado que SegWit é um fork suave, os Full Nodes que não atualizar para a nova versão do cliente Bitcoin Core (com UASF) contará ainda blocos SegWit como válido.

Este método faz SegWit muito mais provável a ser ativado, sendo que  atualmente mais de 83% (5774) de todos os Nodes de Bitcoin estão executando o cliente Bitcoin Core, conforme a imagem abaixo:

Full Nodes Bitcoin Core

Se todos estes Full Nodes atualizarem para o novo cliente UASF, os mineradores não terá outra escolha se não começar a minerar blocos que suportam SegWit, sendo que este vai ser aceito por todos os Nodes ao invés de apenas os que não tenham atualizado para o novo cliente de Bitcoin Core.

Riscos para UASF

Embora o UASF possa ser uma estratégia mais eficaz, ele vem com alguns riscos para a comunidade. Por exemplo, se a maioria dos mineradores não começar a extrair blocos SegWit após ativação de UASF, ocorrerá uma divisão da Blockchain.

Diferentes Nodes verá diferentes blockchains, de acordo com o cliente que eles estão executando. Os Full Nodes que não tenham atualizado para o mais novo cliente de Bitcoin Core irá ver a blockchain sem SegWit e os Nodes atualizados verá o blockchain que suporta SegWit.

Outro problema com o UASF é que certos membros da comunidade poderia começar a criar Full Nodes em servidores de hospedagem a fim de apoiar UASF ou oferecer resistência a ele. Até certo ponto, isso traz de volta a questão da centralização, que é o principal argumento dos desenvolvedores de Bitcoin Unlimited contra a proposta colocada pela equipe de Devs de Bitcoin Core.

Em fim, é um assunto que requer bastante atenção de ambos os lados, tanto das empresas que dispõem de Full Nodes e o consenso com os mineradores.

Será que o Softfork (UASF) será a solução de uma vez por todas para escalabilidade do Bitcoin? Comente abaixo.

Bitcoin será aceito em 260 mil lojas no Japão

Após alguns dias depois que o bitcoin se tornou oficialmente um método de pagamento no Japão em 1 de abril, dois grandes varejistas japoneses fizeram parceria com algumas exchanges para começar aceitar a moeda digital em seus pagamentos.

Bic Camera e Bitflyer

Bic Camera é uma das maiores empresas de varejo de eletrônicos no Japão. Algumas de suas lojas estão localizadas enfrente de estações de trem, tornando-os muito facilmente acessíveis. Bitflyer é considerada a maior exchange Bitcoin em volume do pais.

Parceria entre as empresas

De acordo com o site Nikkei Asian Review, as duas empresas formaram uma parceria, e a Bic Camera iniciará um projeto piloto para aceitar pagamentos de bitcoin em dois de seus locais em Tóquio usando o sistema de pagamentos da Bitflyer. A primeira é a loja da Bic Camera no distrito de Yurakucho, em Tóquio, e a outra é a Bicqlo Bic Camera, localizada em Shinjuku. As tendências de uso nas duas lojas ajudarão a empresa a decidir se outros locais aceitarão pagamentos bitcoin. Confira os detalhes da publicação:

Os clientes têm permissão para pagar até 100.000 ienes (US $ 904) usando a criptomoeda e também obterão pontos de recompensa na mesma taxa dos pagamentos em dinheiro.

Enquanto isso, outra importante exchange japonesa, a Coincheck, fez parceria com a Recruit Lifestyle, o braço de apoio ao varejo do conglomerado de recursos humanos Recruit Holdings. A Coincheck confirmou a parceria ao portal Bitcoin.com acrescentando que atualmente a empresa “detém 99% da participação no mercado de pagamentos bitcoin”.

260 mil empresas passarão aceitar bitcoin

O site Nikkei relata que cerca de 4.500 lojas no Japão atualmente aceitam bitcoin, mas a expectativa que até o verão deste ano será 260.000 lojas. Em uma entrevista em janeiro desse ano, Coincheck revelou que mais de 5.000 comerciantes e sites já aceitam bitcoin através do sistema da empresa.

Se tudo ocorrer bem o Japão será o principal país a possuir o maior número de lojas que permite usar bitcoin como método de pagamento. Mas como sabemos isso só dará certo se os problemas da rede Bitcoin forem resolvidos, hoje a discussão sobre a escalabilidade da rede está entre Bitcoin Core e Bitcoin Unlimited .

O que achou da decisão e parcerias das empresas japonesas, isso pode levar à maoir adoção do bitcoin? Comente abaixo sua opinião.

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Empresas do Canadá declaram rejeição ao Bitcoin Unlimited

O ecossistema do Bitcoin no Canadá transformou-se no principal  setor da indústria, e diante da situação as empresas sinalizaram sua rejeição sob um possível Hard Fork. A seguinte declaração foi  publicada em nome dos seus signatários e foi preparada em 22 de março de 2017 por Dave Bradley e Francis Pouliot.

Hard Fork ‘criar danos irreparáveis’

Em uma publicação no medium assinada por uma série de empresas e serviços de câmbio, a ideia de um Had Fork agressivo é severamente criticado.

Confira o trecho da publicação:

Acreditamos que um Hard Fork, como está sendo ativamente considerado por Bitcoin Unlimited, isso causaria uma enorme desorganização para os novos usuários Bitcoin, criaria danos irreparáveis ​​para rede Bitcoin e para nossos negócios. Por isso somos contra à divisão de rede proposta por Bitcoin Unlimited.

Os participantes canadenses, liderados pelo diretor da Bitcoin Embassy Francis Pouliot, se juntam a um número crescente de participantes em todo o mundo, para considerar Bitcoin Unlimited como uma altcoin ou simplesmente um novo ativo.

Duas semanas atrás, foi publicado um plano de contingência de algumas das exchanges mais conhecidas, afirmando que a Blockchain da BU seria considerada uma nova altcoin ao invés de uma “Blockchain Bitcoin”.

As duas exchanges, Bitfinex e a HitBTC, buscaram capitalizar a especulação sobre os resultados, oferecendo trading para ambas as Blockchians, sendo que um Hard Fork ainda não é garantido.

Nós somos uma comunidade

Uma perspectiva contrastante veio a público na última terça-feira, em um vídeo postado por um canadense no canal BTC Sessions.

“Somos uma comunidade, todos nós entramos nisto porque estávamos cansados  dos bancos, estávamos cansados ​​de ser dito o que poderíamos fazer com o nosso dinheiro […] as pessoas deveriam perceber que estamos unidos ainda nessa visão “, disse o produtor de conteúdo.

Protegendo a “marca Bitcoin”

De acordo com a publicação, eles acreditam que qualquer conhecimento ou interação com outra moeda com o nome Bitcoin confundiria inúmeros usuários, particularmente aqueles que desconhecem os processos de desenvolvimento do Bitcoin que estão simplesmente procurando aproveitar a incrível utilidade da rede Bitcoin.

Entretanto, a medida em que os signatários canadenses estão envolvidos neste aspecto político, a questão da escalabilidade da rede Bitcoin ainda não é claro.

No Brasil, as principais exchanges apoiam os desenvolvedores de Bitcoin Core, segundo elas caso ocorra um Hard Fork,  vão listar apenas o Bitcoin (BTC).

Qual sua opinião, sobre a posição dos principais serviços do Canadá em rejeitar BU? Será que vai continuar esse debate por mais alguns anos?

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CEO do BitPay diz: Softfork agora, Hardfork depois

Nos últimos meses, o co-fundador e CEO do Bitpay, Stephen Pair, tem defendido um método seguro e não contencioso para a escalabilidade da rede Bitcoin. Em um post informativo em seu blog, Pair revelou sua visão, em uma abordagem cautelosa para escalabilidade da rede bitcoin.

Solução de escalabilidade

Basicamente, o Stephen acredita que uma escalabilidade baseada em um fork suave é a solução mais benéfica para a rede e a comunidade. Dessa forma elimina a possibilidade de um fork mais agressivo, o que inevitavelmente levaria a uma divisão de blockchains.

Enquanto alguns forks mais agressivos como os forks na rede Ethereum executados no final de 2016, no qual permitiu que a rede implementasse algumas mudanças de forma segura, com a tensão atual entre Segregated Witness (Segwit) e Bitcoin Unlimited, uma possível divisão de blockchains é inevitável, caso aconteça um Hardfork.

“Um desafio muito importante que devemos resolver é como atualizar com êxito o Bitcoin de uma maneira segura, deliberada e não duvidosa. E precisamos ser capazes de atualizar o Bitcoin porque nenhum organismo pode viver com seus próprios resíduos.” Stephen Pair.

Segundo Stephen, o método ideal para escalar a rede bitcoin, é começar com a ativação de um fork suave para impor novas regras na rede. Em seguida os desenvolvedores podem iniciar outro fork, para depreciar o uso do bloco antigo e por fim, executar um hardfork para soltar o bloco antigo e adotar o bloco secundário como a estrutura de bloco principal.

O limite padrão para uma implementação de um Softfork é ter uma aceitação de 95% dos mineradores na rede. Para Segwit passar a fase de adoção de ativação, 95% da rede além dos mineradores devem atualizar seus Full nodes para suportar Segwit.

Embora Stephen não tenha deixado claro qual solução de escala é a favor, hoje a Copay, carteira Bitcoin na plataforma do Bitpay, suporta o Segwit. Pair esclareceu que a abordagem mais segura e viável para escalar a rede bitcoin é adotar um softfork em primeiro lugar, ou seja Segwit, e seguir em frente a partir daí.

Se o Segwit for ativado pelo progresso de atualização seguro e não controverso, o roteiro para desenvolvimento será o seguinte:

  1. Segwit será ativado e aceito pela rede ou operadores de Full nodes
  2. Os mineradores adotarão Segwit, rejeitando blocos que não são válidos ou aplicáveis ​​ao Segwit
  3. Segundo fork suave é executado para depreciar o uso do bloco antigo
  4. Um hardfork é executado para soltar o bloco antigo

No entanto, a maioria das principais exchanges, incluindo Bitstamp, Bitfinex e BTCC estão planejando considerar Bitcoin Unlimited (BU) como uma altcoin, não como bitcoin.

Portanto, mesmo no caso de um fork agressivo por Bitcoin Unlimited, a equipe de desenvolvimento Bitcoin Core, bem como a comunidade ainda pode seguir o roteiro de escalabilidade apresentado pelo CEO do Bitpay, Stephen Pair.

Diante de todos esse empasses, qual sua opinião, sobre a visão do CEO do Bitpay?

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Diferenças entre Segwit e Bitcoin Unlimited

Como explicado no nosso último artigo O que é fork? Qual a diferença entre Softfork e Hardfork?existe uma diferença básica entre essas duas implementações no código do blockchain.

Segwit

Existe uma implementação apelidada de Segwit no código do Bitcoin Core, um fork que corrige alguns problemas de maleabilidade de transações, aumenta um pouco a capacidade do bloco para o dobro de transações e vai facilitar a adição de novas funcionalidades na linguagem de script, dentre outras melhorias. O Segwit seria um primeiro passo para facilitar que o Bitcoin seja usado como plataforma pra contratos “offchain”, como por exemplo a Lightning Network, que é capaz de fazer inúmeras transações por segundo, praticamente sem taxas e sem usar a blockchain na maioria das vezes.

O Segwit será ativado por um Softfork. Isso significa que os blocos com Segwit seriam considerados válidos pelos programas antigos e a rede só aceitaria os blocos novos depois que 95% dos blocos minerados, por duas semanas, estivessem todos marcados com a versão do Segwit. Ou seja, é uma transição bem calma e com baixos riscos.

Em paralelo, existe uma outra versão modificada do Bitcoin chamada de Bitcoin Unlimited, que permite a mineração de blocos maiores que 1MB.

Bitcoin Unlimited

Um grupo de mineradores está apoiando a iniciativa do Bitcoin Unlimited e rejeitando a Segwit, sob o pretexto de que ela pode trazer bugs pro sistema e provavelmente porque acham que contratos offchain significariam menos lucros para eles, que ganham dinheiro com as taxas das transações onchain.

O Bitcoin Unlimited trata-se de um Hardfork. Segundo os planos da ViaBTC, caso 75% da rede minere blocos com a versão do Bitcoin Unlimited (atualmente está em 33%), a “luz amarela” vai ficar acesa por cerca de um mês. Se durante este mês a taxa de 75% for mantida, será liberado na rede o primeiro fork real:  Na primeira vez na história do protocolo Bitcoin, vai ser minerado um bloco de tamanho maior que 1MB! 

O Bitcoin Unlimited promete ser um portão aberto para Blocos Excessivos maiores que 1MB, que no Bitcoin Core, antes ficam órfãos: o nodo da Bitcoin Unlimited lida com “Grandes” Blocos, simplesmente deixando eles passarem e serem verificados pelos nodos, adicionando-0s na cadeia de blocos.

Veja agora, como o Bitcoin Core lida com blocos com mais de 1 MB:

Existe um paradigma criado no Bitcoin Core que proíbe que blocos com mais de 1 MB (blocos em vermelho) sejam processados. Esses blocos nunca são adicionados na cadeia de blocos, portanto, ficam órfãos.

Agora vejamos como o Bitcoin Unlimited, um Hardfork do Bitcoin Core, trabalha com blocos maiores que 1 MB:

Este paradigma criado pelos desenvolvedores do Bitcoin Unlimited, permite que blocos com mais de 1 MB sejam processados (blocos em vermelho). Segundo os desenvolvedores, deixar blocos órfãos como na versão antiga, pode causar lentidão na rede, portanto essa implementação é necessária.

Blocos maiores, significam maior poder de processamento.

Eis que surge um dilema: a preocupação da comunidade sobre a conservação do caráter descentralizado da rede se o Unlimited for implementado. Segundo os defensores do Bitcoin Core, o Bitcoin Unlimited limita a capacidade de processamento dos pequenos mineradores, que sempre irão sair prejudicados pelos tamanhos dos blocos, agora grandes de mais para serem processados por computadores com baixo poder de processamento.

A comunidade também afirma que, com o passar do tempo, os mineradores menores vão saindo à medida em que os blocos forem aumentando. No longo prazo, vão sobrar poucos e grandes mineradores, que vão monopolizar o sistema.

Os nodos que estiverem rodando o Bitcoin Core, vão ignorar a nova versão, pois o considerarão inválido por ter menos blocos anexados.

Os nodos que estiverem rodando o Bitcoin Unlimited, vão aceitá-lo e incluí-lo na sua blockchain. A partir deste momento existirão DUAS CÓPIAS da blockchain, sendo que uma delas tem este bloco a mais.

Isso significa que quem tinha bitcoins na blockchain tradicional vai ter os mesmos bitcoins na blockchain do Bitcoin Unlimited. Ou seja, sim, você terá, magicamente, o dobro de bitcoins, em duas redes diferentes. BTC e BTU.

Imediatamente algumas pessoas vão começar a trocar essas moedas nas corretoras (como a Poloniex, Foxbit e dezenas de outras) e o preço delas vai variar.

É possível que, ao longo do tempo, uma delas morra e a outra sobreviva como sendo “o Bitcoin verdadeiro”. Ou talvez uma vire apenas uma altcoin sem muita significância. Ou até talvez ambas morram ou ambas valorizem. (quem realmente sabe o que vai acontecer, que compre uma bola de cristal).

Um evento semelhante aconteceu no projeto Ethereum (ETH), quando uma parte da rede rejeitou um Softfork e então a alternância de objetivo do projeto passou a ser um Hardfork, dando origem a uma nova moeda: o Ethereum Classic. (ETC).

Independente do que acontecer, vai ser no mínimo um evento interessantíssimo na história da humanidade e na história do Bitcoin. 

É um privilégio estarmos participando dele!

Comente sobre esse tema polêmico na seção de comentários abaixo!

Créditos ao Narcélio Filho.

Plano da ViaBTC: https://medium.com/…/miner-guide-how-to-safely-hard-fork-to…

Sobre o Bitcoin Unlimited: https://medium.com/@bitcoinunlimited/um-port%C3%A3o-para-blocos-excessivos-como-o-nodo-da-bitcoin-unlimited-lida-com-grandes-blocos-c9de25bf519e#.qaeur33s2

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O que é fork? Qual a diferença entre Softfork e Hardfork?

Recentemente surgiu um importante debate já discutido outras vezes na comunidade bitcoin: o embate sobre os forks.

Bom, mas o que são “forks”?

Resposta: são bifurcações. Bifurcações são a divisão ou separação de alguma coisa em dois ramos ou braços; é o ponto em que se dá uma divisão ou uma separação.

bitcoin fork
Um exemplo de bifurcação em uma estrada.

Então dentro do contexto do Bitcoin, um fork é uma bifurcação da rede blockchain. É uma divisão. Para entendermos o que significa uma bifurcação em uma cadeia de blocos, vamos recapitular o conceito de como a cadeia de blocos é estruturada.

Primeiro vamos entender quais são os principais agentes responsáveis pelo funcionamento e manutenção do blockchain. São eles:

1 — Os usuários.  —  São os indivíduos responsáveis por transacionar a criptomoeda, por meio dos mineradores.

2 — Os mineradores.  —  São os computadores ou ASIC’s responsáveis por validar as transações dos usuários e inseri-las em um bloco, para depois, mandar esse bloco para um nodo (node ou nó) validar.

3— Os nodos.  —  São os computadores responsáveis por escanear e armazenar os novos blocos, anexando-os na Blockchain, que é baixada de forma descentralizada e tem constante atualização.

Um nodo só aceita um novo bloco se todas as transações que estão dentro dele são válidas e não há gasto duplo  —  portanto preservando a principal propriedade monetária do Bitcoin, que é ser um dado não replicável.

Os blocos tem no máximo 1 MB de transações.

A blockchain atualmente tem mais de 107 GB de blocos com transações.

A blockchain, está constantemente sendo baixada pelos nodos, e os nodos por sua vez estão espalhados pelo mundo de uma forma totalmente descentralizada como na imagem a seguir:

bitcoin fork
Rede blockchain sincronizada antes de um Fork.

Como transações estão sendo constantemente adicionadas aos blocos; 

Os blocos constantemente adicionados a blockchain; 

E a blockchain mais longa da rede, sendo baixada pelos nodos;

Existem nodos que recebem a blockchain, com um certo atraso.

O resultado disso, é que as blockchains que estão sendo armazenadas nos nodos, não são constantemente iguais. Um nodo pode ter determinadas informações que outros não tem.

bitcoin fork

Para resolver isso, cada novo nodo da rede, sempre procura baixar a blockchain que tem a maior quantidade de blocos anexados à cadeia. 

A blockchain mais completa é também conhecida como a “corrente de blocos mais longa”, ou a “corrente com a maior dificuldade de trabalho acumulada”.

Na próxima imagem, em azul, há uma representação de uma blockchain com a maior dificuldade de trabalho disponível.

Toda a área marcada em azul representa uma Blockchain com a maior prova de trabalho. Esta blockchain fica armazenada dentro de um nodo.

Nesse caso, toda a rede de novos nodos que estão baixando a blockchain e tentando inserir um bloco nela, convergem para um nodo e baixam a blockchain dele, que possui a cadeia de blocos que tem a maior prova de trabalho.

Esses nodos que contém blocos novos, são como candidatos competindo para formarem uma nova blockchain maior e atualizada. Quando conseguem achar a maior blockchain em outro nodo, ela é baixada e acrescentam seus blocos nela, e podem propagar uma nova blockchain para outros nodos que querem fazer o mesmo.

Porém, nesse processo, pode haver um conflito bem raro, chamado de fork.

Toda a vez que um fork ocorre, quer dizer que vão haver dois nodos distintos querendo adicionar o seus blocos validados a uma mesma blockchain.

Assim que o nodo consegue adicionar o bloco a blockchain, ele é recompensado com a capacidade de formar uma nova blockchain e propaga-la pela rede.

Essa competição pela inserção do bloco validado na blockchain antiga e pela propagação da nova blockchain pode eventualmente dividir a rede.

Eventualmente, isso acontece sob condições normais, sempre que dois mineradores resolvem o algoritmo de prova de trabalho com uma diferença de tempo muito pequena, ou quando há uma mudança de objetivo no desenvolvimento da plataforma.

O que resulta nisso:

Se acontecerem forks, é devido a:

1  —  Inconsistências temporárias entre as versões da blockchain.

2  —  Por uma mudança de propósito do desenvolvimento da plataforma.

Geralmente, os embates de bifurcação acabam sendo resolvidos com a re-convergência, à medida que mais blocos são adicionados a uma das ramificações dessa bifurcação.

Os nodos sempre vão escolher a maior blockchain, que no caso se torna a vencedora.

No exemplo da imagem, o nodo que queria inserir o Bloco Rosa na blockchain, pode incorpora-lo à blockchain compatível, estendendo a totalidade da toda a rede que possui a maior prova de trabalho, ou a maior capacidade de mineração e validação das transações.

Por isso, quando maior quantidade de blocos validados de uma blockchain, maior é a sua chance dos nodos preferirem baixar e replicar essa blockchain.

Enquanto isso, na blockchain que tem menor quantidade de blocos, outros nodos irão enxergar ela como secundária.

É teoricamente possível que uma bifurcação se estenda em dois blocos. Se os dois blocos forem encontrados quase que simultaneamente por mineradores nos “lados” opostos da bifurcação anterior.

Entretanto, a chance disso acontecer é muito baixa. Enquanto uma bifurcação de um bloco pode ocorrer semanalmente, uma bifurcação de dois blocos é extremamente rara.

Sendo assim, irão surgir duas versões concorrentes.

No final, o que importa é que os nodos sempre irão escolher propagar a blockchain que possui a maior prova de trabalho.

Fork no desenvolvimento

Um fork no desenvolvimento de um software refere-se ao evento de um projeto independente girando entorno de um projeto inicial de um determinado software.

Esses forks ocorrem, por vezes, na esfera do open-source, quando existem planos ou metas inconciliáveis dentro da comunidade de um projeto, que muitas vezes levam a uma divisão de objetivos na comunidade.

A partir daí, dois projetos distintos são formulados e diferentes perfis de pessoas apoiam cada um dos dois.

É o caso da recente polêmica do fork do mais recente do Bitcoin Core e o Bitcoin Unlimited. Ele como os outros forks que a rede bitcoin já teve que enfrentar, como o Bitcoin Classic e o Bitcoin XT, está rendendo rumores e especulações.

Na prática os forks de desenvolvimento se originam do código fonte inicial do que está se copiando. O projeto segue sendo desenvolvido só que em uma direção diferente.

Por exemplo, neste sentido, Litecoin é um fork do Bitcoin: começou como uma cópia da base de código do Bitcoin, mas se desenvolveu em um projeto independente (embora ainda estreitamente relacionado).

Diferenças entre Softfork e Hardfork

Os termos Softfork e Hardfork são termos usados para descrever o nível da capacidade e da convergência da comunidade em romper de forma simultânea e sincronizada algumas das mudanças no protocolo Bitcoin.

Se a comunidade estiver irreconciliavelmente dividida sobre tal questão, a versão antiga e a nova versão do Bitcoin podem emergir como projetos diferentes depois dessa discussão.

Embora ambas as versões do protocolo Bitcoin estejam em uso, as diferenças na aceitação, podem causar uma cadeia de blocos paralela e duradoura, isto é, duas blockchains longas e distintas que são ambas consideradas válidas por determinada parte da rede.

Softforks

Softforks são implementações compatíveis com versões anteriores do Bitcoin Core e são de consenso de toda a comunidade.

Isso quer dizer que os nodos antigos do Bitcoin Core, aceitarão receber blocos criados por nodos novos que estão atuando com o novo parâmetro estipulado pela comunidade.

Com um Softfork, somente os mineradores terão que atualizar a plataforma, ou então eles vão acabar na blockchain perdedora. Usuários e comerciantes podem continuar executando nodos antigos, que agora aceitarão os blocos mais recentes que os mineradores encontrarem.

Softforks procuram preservar o código original, fazendo com que pequenas mudanças no código, sejam implementadas no projeto original, todas elas, aceitas pela comunidade de desenvolvedores, nodos, usuários e mineradores.

As novas regras permitem que um novo subconjunto derivado dos blocos válidos anteriormente, faça parte da cadeia de blocos original.

Portanto, todos os novos blocos são considerados válidos pela versão mais recente além de também serem validados por quem roda a versão antiga.

Hardforks

Hardforks são incompatíveis com versões anteriores do Bitcoin Core e são implementações baseadas no código antigo que podem ser completamente modificadas ou então ficarem menos rígidas.

Pode ou não ser de consenso de toda a comunidade. A diferença está mais na mudança das regras do protolcolo como um todo, e não em uma pequena parte alterada do código.

Um hardfork facilitam as regras de aceitação de blocos tornando os blocos previamente criados pelo Bitcoin Core, inválidos na nova versão.

O novo código não é compatível com versões anteriores, uma vez que as versões mais antigas não aceitarão os novos blocos, fazendo com que os usuários do antigo código permaneçam indefinidamente na sua própria blockchain.

O que você acha sobre os forks?

Comente sobre esse tema recentemente debatido pela comunidade Bitcoin, na seção de comentários abaixo!

Muito obrigado!

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Bitcoin tem alta de U$ 1.050 durante o debate de divisão da rede

O preço do Bitcoin começou a semana com uma pequena elevação, que começou durante o domingo à noite, registrando uma alta de U$ 1063 no índice de preço da Bitstamp (BPI).

A incerteza e o debate em curso sobre as soluções de escalabilidade do Bitcoin com SegWit ou Bitcoin Unlimited, contribuíram para uma volatilidade significativa no preço da criptomoeda nos últimos dias.

Uma declaração no final da semana passada por um grupo importante de exchanges, revelou um plano de contingência que consiste na listagem do Bitcoin Unlimited como uma criptomoeda alternativa (altcoin), com seu próprio token. Após a notícia o preço do bitcoin teve uma queda brusca, perdendo quase um quinto de seu valor. O ponto mais baixo foi no sábado sendo negociado por U$ 938.

Os preços do Bitcoin em grande parte ficaram abaixo dos U$ 1.000 até domingo de tarde, antes de sinais de uma recuperação. Os dados do BPI mostram que o preço chegou aos U$ 998 às 13:30 no domingo (HDB), antes de ganhar U$ 30 na próxima hora. Chegou a ter uma elevação para U$ 1063 as 18:00. Ainda é muito cedo para dizer se U$ 1.000 é o novo nível de suporte.

Às 07:00, o preço do bitcoin ficou em U$ 1011,72 antes de um período movimentado de negociação que ajudou o preço a alcançar um máximo de U$ 1053 às 11:15 de hoje. No momento dessa postagem, as negociações se mantêm  estáveis com o preço pairando em U$ 1047.

bitcoin

Março é o mês dramático do bitcoin em 2017, começando com um recorde histórico de U$ 1230 e superando a paridade com o a onça do ouro. Até o final da primeira semana deste mês, o bitcoin ultrapassou U$ 20 bilhões em capitalização de mercado, antes de tomar um breve tombo para U$ 1150 depois que as bolsas chinesas adiaram a suspensão de retiradas de bitcoin indefinidamente.

No momento dessa postagem, o preço do bitcoin está logo acima de U$ 1050 em média, nas principais bolsas. Essa recente volatilidade deve continuar enquanto o debate sobre a escalabilidade de soluções entre o SegWit e o Bitcoin Unlimited continua.

Confira o gráfico do preço do bitcoin ao vivo, clique aqui.

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Preço do Bitcoin cai mais de 700 Reais – Qual motivo?

O preço do Bitcoin sofreu uma queda, perdendo mais de 7% em valor na sexta-feira e mais de R$ 6,2 bilhões em capitalização de mercado, nas últimas 48 horas. Chegou a cair abaixo de R$ 3300 pela primeira vez em quase um mês.

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Aparentemente, as empresas mais poderosas na comunidade Bitcoin sentem que uma divisão de rede (fork) está se tornando inevitável. A declaração de ontem certamente atordoou o mercado de investimento. Muitas das principais bolsas de Bitcoin do mundo, incluindo Bitfinex, Shapeshift, BTCC, Kraken, Bitstamp e dez outras divulgaram uma declaração detalhando seus planos de contingência se houver uma divisão de rede. Aqui está um trecho da declaração (você pode ver em sua totalidade aqui):

“Se uma divisão de rede ocorrer, a implementação do Bitcoin Core continuará a ser listada como BTC (ou XBT) e a nova rede do Bitcoin Unlimited seguirá listado como BTU (ou XBU), mas não sem proteção de transações repetidas adequada. Faremos isso não por julgamento ou por razões filosóficas, mas sim por considerações práticas e operacionais.”

Quem ganha com este cenário

Quem está se beneficiando mais com esta questão que está em debate? Alguns estão dizendo aos principais meios de comunicação que Ethereum é o maior beneficiário, apontando a recente alta.

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Aurélien Menant, CEO Gatecoin, disse à CNBC :

Os traders de Bitcoin podem ter tentado compensar de alguma forma o impasse da divisão do Bitcoin, e o Ethereum parece ser a alternativa a mais promissora. Os volumes de BTC-ETH subiram, e atualmente estão rivalizando com a liquidez de negociação de moeda bitcoin-fiat.

Na opinião de alguns, as pessoas estão usando Dash como uma proteção contra o drama do impasse na rede Bitcoin, e os números de ontem mostram isso.

E olha só quem apareceu

Houve uma citação interessante de uma fonte inesperada sobre a possível divisão do bitcoin, o antigo CEO da Mt. Gox. Mark Karpeles tuitou: “No caso de divisão do bitcoin, exchanges terão que suspender retiradas e mover moedas para evitar ataques de repetição de transações.”

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E o preço do Bitcoin volta ao patamar que estava antes? Quem você acha que está se beneficiando mais com o cenário atual? Deixe seu comentário abaixo.

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Exchanges de Bitcoin revelam plano em caso de divisão da rede

Um grupo de quase 20 exchanges lançou um plano de contingência no caso da rede bitcoin se dividir em dois, criando duas moedas concorrentes.

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As exchanges estão agora planejando listar o Bitcoin Unlimited (BU) como se fosse uma criptomoeda alternativa (altcoin), de acordo com a declaração. BU é uma implementação alternativa do software bitcoin que procura expandir o tamanho do bloco em um esforço para redimensionar a capacidade da rede.

De acordo com a declaração – apoiada por Bitfinex, Bitstamp, BTCC, Bitso, Bitsquare, Bitonic, BitBank, Coinfloor, Coincheck, itBit, QuadrigaCX, Bitt, Bittrex, Kraken, Ripio, ShapeShift, The Rock Trading e Zaif – As exchanges listarão o BU sob a sigla BTU ou XBU no caso de uma divisão de rede, que eles coletivamente dizem “pode ser inevitável”.

Outras exchanges, embora não listadas como signatárias, dizem estar planejando passos semelhantes, mas não assinaram esta declaração em particular.

Para o grupo, a estratégia fornece um meio para organizar uma transição de mercado estável, na qual surgem duas moedas que compartilham histórias de transações duplas.

As exchanges publicaram:

“Como exchanges, temos a responsabilidade de manter mercados ordenados que comercializam continuamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias ao ano. Compete-nos apoiar uma abordagem coerente, ordenada de toda o mercado para preparar e responder a uma questão incerta. No caso de uma divisão da rede bitcoin, não podemos suspender as operações e esperar que um dos dois vença.”

Chamada para proteção contra transações repetidas

No entanto, a declaração revela que os signatários não estão prontos para começar imediatamente a listar BU como um ativo negociável, caso seja criado.

Uma preocupação importante do grupo é o risco de repetir transações, em que uma transação transmitida em uma blockchain pode ser incluída em uma segunda blockchain involuntariamente. Esta situação se desenrolou na sequência da divisão da rede Ethereum no ano passado.

“No entanto, nenhum de nós pode listar BTU, a menos que possamos executar ambos [blockchains] de forma independente, sem incidentes. Consequentemente, insistimos que a comunidade Bitcoin Unlimited (ou qualquer outro consenso rompendo a implementação) construa uma forte proteção,” disse o grupo. “A falha em fazer isso irá impedir a nossa capacidade de preservar BTU para os clientes e vai atrasar ou excluir totalmente a listagem do BTU.”

A declaração completa pode ser encontrada abaixo:

Hardfork Statement 3.17 11.00am by Pete Rizzo

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